TRUMP: Um candidato melhor que Reagan?

Por Scott Lively [*]

caiwe76xiaaawhn-jpglargeMuitas das pessoas que anunciam a intenção de votar em Donald Trump estão fazendo um adendo de distanciá-lo de seus comentários ou ações desagradáveis do passado. Eu não vou fazer isso. A meu ver Donald Trump é hoje um homem muito diferente e melhor do que aquele que aceitou o desafio de entrar na disputa presidencial.

Eu atribuo isso ao nível sem precedentes de difamação pública  [na busca incessante pelo impedimento da candidatura de Donald Trump sem mencionar que isso se dá por razões políticas] que ele tem enfrentado e as quais parecem tê-lo transformado.

Seja qual for a sua visão de mundo e o contexto de sua experiência passada, independentemente do nível de sua sinceridade no início de sua campanha, este homem tornou-se o porta-voz para inúmeras posições e valores que os conservadores cristãos (em grande custo pessoal) têm defendido há anos. Ele não apenas correspondeu aos nossos anseios, ele sentiu na pele o que enfrentamos [diariamente] nestes últimos meses, indo muito além do mínimo necessário para alinhar-se conosco e, aprendeu em primeira mão, o que temos passado nas mãos das elites marxistas. E apesar disso tudo ele resistiu a pressão para favorecer à esquerda diferente de qualquer outro campeão no qual colocamos as nossas esperanças – incluindo o fiel Mike Pence no desastre relativo ao  ato de restauração da liberdade religiosa de Indiana (RFRA). A transformação de Trump é o melhor exemplo de crescimento pessoal e maturidade em uma figura pública que eu já vi na minha vida.

O que mais poderiam os conservadores cristãos querer do que assistir a um homem com a fortuna de Trump, com energia, perspicácia e coragem descobrir a verdade da guerra cultural e da corrupção absoluta da esquerda pela experiência pessoal em seu caminho para a Casa Branca?

Correndo o risco de cometer sacrilégio político aqui, vou sugerir que Trump é, nesta fase do processo eleitoral, um candidato melhor do que Ronald Reagan era em termos de seu potencial para avançar o conservadorismo.

Para ter certeza, Trump não está no mesmo patamar quando se trata de articular pontos de vista conservadores, mas em termos de sua liberdade de controle pelos globalistas, a relação assimétrica é invertida. É Trump que é totalmente independente. Se Reagan foi o Teflon, Trump é o Kevlar [NT: referindo-se a diferença entre os dois polímeros sintéticos. O Teflon se destaca por ser uma substância praticamente inerte que não reage com outros elementos/compostos químicos exceto em situações muito especiais, já o Kevlar é versátil e cinco vezes mais resistente que o aço por unidade de peso.]

Enquanto Reagan venceu as elites em 1980, e foi, no entanto, obrigado a aceitar George H. W. Bush como vice-presidente (enquanto Trump tem o vastamente superior Mike Pence ao seu lado). Com Reagan os globalistas simplesmente esperaram por uma boa oportunidade, dispostos a deixá-lo prosseguir o objetivo comum de reconstruir as forças armadas dos Estados Unidos e derrubar seus concorrentes geopolíticos na União Soviética, e só sairam das sombras quando parecia que Reagan iria colocar uma barreira duradoura no caminho de sua agenda Mundial Única, sob a forma de um assento para Robert Bork na Suprema Corte (agravando a ameaça já colocada pelo prestigioso indicado por Reagan, Juiz Antonin Scalia). Reagan foi então forçado a aceitar o traidor Anthony Kennedy, autor de todos os cinco pareceres unilaterais [favoráveis a agenda] LGBT [provenientes] da Suprema Corte de 1996 a 2015, que sistematicamente expurgaram os valores bíblicos do direito constitucional.

Com Bork fora do caminho, George H. W. Bush sucedeu Reagan e contentemente transformou o autêntico Excepcionalismo Americano de Reagan em uma desculpa e uma ferramenta de intimidação global apoiada por novíssimos tanques, jatos e aviões, durante todo o tempo minando gradualmente o conservadorismo cultural no front doméstico, estabelecendo o curso para os neo-cons daquele dia em diante.

Em contraste, Trump chegaria a presidência não apenas livre de quaquer obrigação com as elites do Partido Republicano [Grand Old Party – GOP], mas com poderes e apoiado pelas massas populistas recém-formadas e altamente energizadas para desmantelar a infraestrutura elitista. E a lista de potenciais candidatos para a Suprema Corte de Trump – todos constitucionalistas pró-vida (antiaborto) – foram pré-avaliados por todo o movimento conservador e pelo establishment do GOP.

O relacionamento altamente benéfico de Reagan com a União Soviética de Mikhail Gorbachev levou anos para se desenvolver, mas a relação ainda mais crítica entre Trump e Putin – talvez o único caminho para evitar a guerra mundial iminente dos neo-cons – está já pré-preparada por um reconhecido e público respeito mútuo e por um realismo político compartilhado.

Desde Reagan, os Bushs e Clintons têm servido os interesses globalistas fielmente, alternando o poder entre as duas dinastias apenas o suficiente para preservar a ilusão de democracia, assegurando ao mesmo tempo uma deriva cultural constante em direção ao socialismo global.

Nunca houve qualquer chance real de preservação ou expansão do legado conservador de Reagan com tipos como Dole, o traiçoeiro McCain ou Romney. E eu acredito que o acordo Bush / Clinton para 2016 foi sempre uma presidência Hillary, com Jeb Bush fazendo o papel do perdedor simpático (a la Bob Dole), o qual iria em seguida manter o cargo de “herdeiro aparente” por quatro ou oito anos.

Mas algo aconteceu no caminho para a coroação Hillary: uma rebelião mundial, acolhida por Donald Trump, contra a agenda globalista devido a uma sequência de eventos oportuna. A candidatura de Trump representa apenas uma batalha nesta guerra de populista vs. globalista, mas sua vitória, caso ocorra, marcará o ponto de virada no jogo. E, além da presidência, ele iria assumir de fato a liderança de um movimento populista mundial transcendente.

É certamente possível que, depois de a chama e fúria desta eleição tenha diminuído, um Presidente Trump poderia voltar a sua velha forma de pensar e de agir, mas eu duvido. Para aqueles que a enfrentam com coragem e firmeza, a perseguição é o aperfeiçoador de caráter. Isto tem se aplicado aos cristãos ao longo da história e parece ser verdadeiro para o amadurecimento rápido de Donald Trump, que tem clamado por Cristo abertamente e de forma desinibida. No grande curso da história americana, pode, eventualmente, reconhecer que a difamação de Donald Trump – planejada pela corrupta Hillary e pelas elites – foi a mesma coisa que fez o libertino de New York, merecer a presidência dos Estados Unidos e um lugar de honra ao lado de Ronald Reagan.

[*] Scott Lively. “Trump: A better candidate than Reagan” WND, 21 de Outubro de 2016.

Tradução: Renan Poço
Revisão: Rodrigo Carmo

1 comentário

  • Paulo Sato

    Tem um programa de comédia na TV americana que todos podem ver no YouTube. Basta ir ao canal e digitar Trump voters. O artigo acima e eleitores do trump, mostrado no programa tem similaridade imensa. Acusa outras pessoas na base do “porque sim” . Todas as afirmações na base do porque sim !!! Tem um canal no YouTube brasileiro, com titulo maamefalei, onde mostra os eleitores do pt, psol etc. Vejam iguaizinhos aos eleitores do trump….tudo porque sim…. Temer corrupto pq é…dilmanta boa porque sim, Hillary corrupta porque sim….

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