Terror e a Fronteira do México: Quão grande é a ameaça?

Por Warren Richey [*]

Conservadores e a adminsitração Obama têm discordado durante muito tempo sobre a ameaça de terroristas chegando pela fronteira do México. Pesquisas sugerem que a ameaça não é insignificante. Agora, a administração Trump está preparada para tornar isto uma prioridade.

15 DE JANEIRO DE 2017, NOGALES, ARIZONA. — Militantes islâmicos compraram um dispositivo nuclear de um simpático oficial no Paquistão e embarcaram a arma para o outro lado de uma rota de tráficos drogas da África Ocidental até a América do Sul. Em seguida, o pacote foi contrabandeado do norte até à fronteira dos Estados Unidos e México.

Apesar de isso parecer a trama de um filme de espionagem, é um cenário colocado na revista online produzida pelo Estado Islâmico, o apocalíptico grupo terrorista da Síria conhecido como ISIS.

De lá é apenas um salto para um túnel de contrabando e (…) De repente, eles estão se misturando com outros 12 milhões de imigrantes ‘ilegais’ na América com uma bomba nuclear no do carro deles”, de acordo com o artigo de 2015 do ISIS.

O debate acerca da segurança na fronteira entre Estados Unidos e México não é apenas sobre os milhões de migrantes não autorizados que tem atravessado a fronteira internacional em busca de trabalho e uma vida melhor. E isso não é apenas sobre os contrabandistas de drogas e os mais variados criminosos que rotineiramente usam a fronteira como uma fácil porta de entrada para a América.

Há uma potencial ameaça maior vinda de uma fronteira desprotegida ao sul.

Conservadores há muito tem avisado sobre os grupos terroristas como o ISIS e a Al Qaeda talvez tentarem explorar as rotas de contrabando de drogas e de migrantes do México para se infiltrar nos Estados Unidos sem serem detectados.

A ameaça não é meramente especulativa.

De novembro de 2013 a julho de 2014, oficiais apreenderam 143 indivíduos, que constam na lista americana de terroristas, tentando atravessar a fronteira do México e entrar nos Estados Unidos ilegalmente, de acordo com um relatório confidencial do Departamento de Segurança Pública do Texas obtido pela Houston Chronicle.

E no último verão, o Comando Sul do exército americano avisou em relatório de inteligência que extremistas muçulmanos estavam tentando usar áreas de contrabando de migrantes existentes na América Latina para ganhar acesso aos Estados Unidos pela fronteira do México, de acordo com um relato no Washington Free Beacon.

A administração Obama e seus apoiadores tem procurado minimizar a ameaça de terroristas atravessando a fronteira do México. Eles dizem que a fronteira é segura e que a ameaça de terroristas atravessando pelo México ilegalmente é exagerada.

Nenhum complô terrorista executado na pátria americana envolveu transporte pessoal ou material pela fronteira dos Estados Unidos e México.

Mas para alguns, isso é um mísero consolo.

Preocupações dos conservadores

Durante uma audiência do congresso em setembro, o presidente do Comitê da Casa de Segurança Nacional Michael McCaul do Texas perguntou aos oficiais sêniores da segurança da fronteira na administração Obama se o ISIS poderia tentar contrabandear um dispositivo nuclear pela fronteira do México.

Isso são eles nas palavras deles”, frisou McCaul, se referindo ao artigo da revista da ISIS. “Eu tenho que levar isso a sério”;

Kevin McAleenan, o vice-comissário da Alfândega e Proteção de Fronteira Americana, disse ao comitê que o governo monitora tal ameaça de perto.

Nós temos visto discussões audaciosas”, ele disse, sabendo do que está presente no artigo da revista do ISIS. Mas ele complementou que os oficiais americanos e suas contrapartes no México não “viam inúmeras evidências, informações válidas que sugerem que o ISIS está tentando explorar rotas específicas [para os Estados Unidos]”.

A resposta de McAleenan é consistente com o que foi colocado pela administração Obama — que a fronteira é segura. Mas agora, com a eleição de Donald Trump, a narrativa e a abordagem para com a fronteira americana está para mudar drasticamente.

Trump fez da segurança da fronteira o alicerce de sua campanha para a Casa Branca. Ele disse que assegurar a fronteira será uma de suas primeiras e mais altas prioridades quando ele assumir no dia 20 de janeiro, incluindo cumprir a sua promessa de construir o muro na fronteira entre Estados Unidos e México.

Mas isso não é apenas sobre construir o muro.

A nova administração está preparada para chegar a uma perseverante versão do nacionalismo americano, incluindo uma aplicação agressiva do poder soberano dos Estados Unidos para decidir quem entra no país e em quais circunstâncias.

Por muitos relatos, a administração Trump enfrentará uma tarefa difícil.

O homem por trás do pivô de Trump

Uma análise da segurança da fronteira, junto com entrevistas conduzidas ao longo da fronteira do Texas até o Arizona, expõem uma vulnerabilidade com consequências potencialmente terríveis.

É claro, a fronteira com o México não é a única maneira de se infiltrar no país. Há mais de 152 quilômetros de litoral aberto até a longa fronteira com o Canadá.

Mas alguns especialistas em segurança creem que as rotas de contrabando do México, incluindo as utilizadas pelos cartéis mexicanos, oferecem um método consagrado e relativamente seguro de entrada para possíveis terroristas.

Entre eles está o aposentedado Tenente-General Michael Flynn, o ex diretor da Agência de Defesa e Inteligência cogitado para se tornar o assessor de segurança nacional de Trump.

Flynn disse para o Breitbart News em agosto que os grupos terroristas islâmicos e países que os apoiam estão fechando acordos com os cartéis mexicanos para acessar as rotas de contrabando para entrar nos Estados Unidos. Ele mencionou especificamente Hezbollah, a organização Xiita Muçulmana localizada no Líbano ao Irã, dizendo que o grupo tem contrabandeado drogas e indivíduos pela fronteira até os Estados Unidos.

Outro ex official preocupado com a segurança da fronteira é o aposentado General John Kelly, escolhido por Trump como secretário da Segurança Interna. Kelly é o ex comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, que supervisiona as operações na América do Sul, América Central e no Caribe.

Eu acredito que estamos negligenciando uma considerável ameaça de segurança”, ele disse aos senadores durante o depoimento ao congresso em 2015. Ele disse que organizações criminosas transnacionais como os cartéis mexicanos “poderiam não intencionalmente, ou até intencionalmente, facilitar o movimento de operações terroristas ou armas de destruição em massa através de nossas fronteiras”.

Kelly avisou que tais movimentos seriam “potencialmente indetectáveis e quase completamente irrestritos”.

Kelly enfatizou não ter visto nenhuma indicação de cooperação entre cartéis mexicanos e terroristas islâmicos. Mas disse que era uma grande preocupação.

O atual líder do Comando Sul, o Almirante Kurt Tidd, também endossou as preocupações de Kelly.

Muitas pessoas foram rápidas em ignorar a possibilidade desses grupos estarem trabalhando juntos nesta parte do mundo. Eles acreditam que ausência de evidência de uma relação é evidência de uma ausência”, disse ele a senadores ano passado.

Sr. Presidente, nós do Comando Sul dos Estados Unidos não podemos estar tão certos”, o Almirante Tidd disse.

Avaliando a ameaça

O governo americano toma medidas extraordinárias para prevenir possíveis terroristas de entrar no país através do aeroporto ou outra porta oficial de entrada.

Cada um dos aproximadamente 2 milhões de indivíduos que se submetem às aplicações do visto são vetados como potenciais riscos de segurança. Dos 8.600 que foram rejeitados por razões de segurança recentemente, algumas das 2.200 recusas foram baseadas em uma conexão (notória ou suspeita) com um grupo terrorista, de acordo com o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos.

Além disso, a Administração para a Segurança dos Transportes (AST) usa um centro de combate ao terror para inspecionar cada passageiro de todo voo de entrada do exterior para os Estados Unidos. Nos primeiros nove meses de 2016, quase 7.000 terroristas notórios ou suspeitos [de ações] terroristas foram proibidos de embarcar em uma aeronave ou foram revistados uma segunda vez, de acordo com a AST.

Tais compreensíveis esforços de segurança permanecem em contraste com a situação da fronteira sudoeste, onde um grande número de indivíduos continua a entrar nos Estados Unidos sem autorização e completamente indetectáveis.

Dentre a questão primordial estão os 35 países considerados de “interesse especial”. Este países são aqueles nos quais o terrorismo é um grave problema.

No Ano Fiscal de 2014, a Patrulha de Fronteira apreendeu 4.585 migrantes não autorizados de países de “interesse especial”, incluindo 66 do Afeganistão, 223 do Irã, 173 do Iraque, 350 do Paquistão, 169 da Somália e 61 da Síria, de acordo com o Departamento de Estatísticas de Imigração.

Muitos são refugiados genuínos fugindo da guerra e do terrorismo. Mas pode ser desafiador para os oficiais americanos determinarem suas intenções, particularmente quando números significantes estão cruzando a fronteira sem serem detectados.

Por algumas estimativas, a Patrulha de Fronteira apreendeu aproximadamente 80% dos que tentaram entrar nos Estados Unidos sem autorização legal. Mas um estudo com fundos do governo de 2015 contesta esse número.

Se estiver acurado, ele sugere que além dos 4.585 indivíduos de “interesse especial” que foram apreendidos no Ano Fiscal de 2014, um adicional 3.900 entraram nos Estados Unidos sem serem detectados. Ainda mais alto que a escala de 80%, haveria ainda mais de 1.100 não detectados de países com grupos terroristas ativos que cruzaram a fronteira.

Os de “interesse especial” que atravessam a fronteira

Na primavera de 2015, por exemplo, cinco paquistaneses e um afegão foram presos perto da Patagonia, no Arizona, após atravessarem uma fronteira de aproximadamente 32 quilômetros até o sul. Mesmo que nenhuma ligação com o terrorismo tenha sido encontrada na ocasião, uma busca tardia em um banco de dados do FBI revelou que o afegão tinha vínculos familiares com o Talibã, de acordo com Washington Times. O afegão está ainda em custódia. Os cinco paquistaneses buscaram a condição de refugiados e foram alegadamente soltos.

Algumas semanas depois, as prisões de cinco homens descritos como nativos do Oriente Médio perto de Amado, Arizona, ao longo de uma rota comum de contrabando, provocou uma investigação [conduzida] pelo departamento da procuradoria geral do Arizona. Foi revelado um grande fluxo de dinheiro [proveniente] do tráfico humano, de pessoas do Oriente Médio, no México.

A maior parte do dinheiro transferido foi enviado para Tapachula, um tumultuado centro de contrabando de migrantes no sul do México, pelo que foi descoberto pelos investigadores. Em 2015, um contrabandista recebeu 70 transferências bancárias de 69 indivíduos, os quais parecem ser do Oriente Médio, de acordo com a revelação de uma investigação.

O escritório da procuradoria geral não fez qualquer conexão dos fluxos de dinheiro com os terroristas, mas a atividade foi vista como evidência do crescente movimento de dinheiro e de pessoas do Oriente Médio para o México e potencialmente através da fronteira dos Estados Unidos.

A questão primordial para os oficiais de segurança está no potencial da tentativa de indivíduos treinados pelo ISIS entrarem nos Estados Unidos sem serem detectados.

Estimativas são de que mais de 6.000 indivíduos de países ocidentais têm viajado para a Sìria para se unirem ao ISIS. Entre eles estão aproximadamente 150 cidadãos e residentes americanos.

Os líderes do ISIS tem dito que estão infiltrando soldados treinados pela organização terrorista nos grupos de refugiados da Síria para implantarr células clandestinas na Europa. Os membros do ISIS e aqueles inspirados pelo grupo tem realizado ataques pela Europa — incluindo as recentes atrocidades em massa em Berlim, Bruxelas, Nice e Paris.

Se soldados do ISIS tentarem retornar aos Estados Unidos por um aeroporto americano ou outra porta de entrada oficial, eles arriscam serem fotografados, identificados e presos. Alguns podem ao invés disso tentar entrar no país ilegalmente pela fronteira do México onde ninguém irá tirar fotografias ou pedir a identificação, de acordo com os especialistas em segurança.

Um crescente número de indivíduos de países de interesse especial tenta atravessar a fronteira. Quando o fazem, os agentes da Patrulha de Fronteira são instruídos a detê-los e notificar os agentes da Segurança Interna ou o FBI.

Eu prendo um punhado todo ano”, diz o agente de longa data da Patrulha de Fronteira. “Se eles são de países de interesse especial, você os leva de volta [para o departamento da Patrulha de Fronteira], você tira fotografia deles e em 30 minutos vem uma van”, o agente diz, descrevendo o processo. “Eles são presos e nós nunca mais os vemos”.

O agente adicionou: “Meu trabalho é garantir que eles não entrem no país. Assim que eu os prendo e os trago aqui, meu trabalho termina”.

Discórdia sobre os campos de treinamento

Há também um número não confirmado de relatórios de militantes muçulmanos construindo campos no lado mexicano da fronteira.

Tim Foley gerencia um grupo chamado Reconhecimento de Fronteira do Arizona em Sasabe, Arizona. A organização realiza patrulhas de civis armados perto da fronteira entre Estados Unidos e México. Ele disse que colocou 12 câmeras ativadas por movimento perto de trilhas de contrabando que vão do México até os Estados Unidos.

Algumas imagens, ele diz, incluem fotos de afegãos, paquistaneses e somalis movendo-se para o norte pelos Estados Unidos depois de terem cruzado a fronteira. Ele acrescenta que seus contatos no México lhe disseram que um grupo 16 homens muçulmanos estão vivendo em complexo a quatro quilômetros do sul de Sasabe no México.

Ele sugere que é um complexo de treinamento.

O grupo conservador de vigilância Judicial Watch também publicou uma série de relatos afirmando a existência de campos de treinamento de terroristas no lado da fronteira do México.

Um relatório mexicano de aplicação de lei interna obtido pelo Judicial Watch confirmam que terroristas islâmcos tem ‘membros pela fronteira, principalmente em Tijuana, Chihuahua, Caohuila, Nuevo León e Tamaulipas’ ”, de acordo com o relatório recente.

Oficiais na administração Obama tem rotineiramente negado tais afirmações.

Não há organizações internacionais terroristas conhecidas operando no México”, de acordo com o relatório sobre terrorismo do Departamento de Estado de 2015.

Agências de segurança mexicanas acompanham relatórios abertos afirmando que campos de treinamento terrorista existem no México”, o relatório diz. “Em cada instância, os relatórios da mídia se provaram sem fundamentos”.

Atravessando a fronteira sem ser detectado

Deter pessoas atravessando a fronteira para os Estados Unidos ilegalmente pode ser bem difícil. Em um artigo da revista do ISIS, contrabandistas transportam dispositivos nucleares pela fronteira dos Estados Unidos através de um túnel.

Mais de 200 túneis de contrabando foram descobertos ao longo da fronteira cada qual em estágios diferentes de construção, de acordo com a Patrulha de Fronteira. A maior parte — 120 até agora — foi descoberta em Nogales, Arizona.

Um desses dias a cidade inteira vai vir à baixo por haver tantos túneis”, brincou o Agente da Patrulha de Fronteira Felipe Jimenez.

Mas nem todos pensam que um túnel é necessário. Em 2004, um membro de um grupo exigindo um maior controle na fronteira conduziu um experimento para frisar um aspecto preocupante relacionado a segurança da fronteira.

Um membro do grupo — um ex-atirador de elite do exército — carregou um falso dispositivo nuclear na mochila e andou alguns passos pela fronteira do México até o rio de San Pedro. Ele então virou e andou seis quilômetros até o Arizona por uma rota de contrabando ativa até um ponto perto da ponte da Rodovia 92.

Eles colocaram a bomba nuclear falsa na traseira de um caminhão que já havia sido usado por contrabandistas de drogas e dirigiram até Tucson, e lá estacionaram próximo a entrada de um prédio federal”, diz Gleen Spencer, cujo grupo, American Border Patrol, patrocinou a ação.

O experimento foi gravado em uma fita de vídeo. As imagens granuladas ainda podem ser vistas no site da American Border Patrol.

Em nenhum momento eles foram parados, questionados ou vistos.

Nós tínhamos duas estações de TV nos perguntando como conseguimos isso, então nós voltamos para a fronteira — com as câmeras de TV — e mostramos pra eles como nós atravessamos”, Spencer disse. O procedimento inteiro foi repetido e gravado.

Depois, Spencer disse ter perguntado: “Você percebeu que acabamos de fazer de novo?”

Medidas de segurança sendo tomadas

Notícias sobre a operação de “contrabando” ajudaram a refinar as táticas da Patrulha de Fronteira. Spencer diz que seus “contrabandistas” monitoram as transmissões de rádio para impedir que sejam interceptadas. Hoje, os agentes codificam suas transmissões, ele diz.

Houve outras mudanças. Em 2004, haviam 9.500 agentes da Patrulha de Fronteira no lado sul. Hoje tem 17.500. Em 2006, o Congresso autorizou a construção de 1126 quilômetros de barreira pela borda.

Além disso, os Estados Unidos tem tomado medidas para tratar especificamente da ameaça de contrabando nuclear.

Desde 1995, o Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos tem gastado mais de U$$2.5 bilhões construindo um detector de radiação para todos os pontos de entrada dos Estados Unidos, de acordo com o depoimento ao Congresso.

A tecnologia de detecção inclui dispositivos de identificação de isótopos radioativos e detectores de radiação personalizados que são do tamanho de um pager e foram criados para serem levados pelos agentes da Patrulha de Fronteira.

Usando este equipamento, os oficiais podem examinar quase todas as cartas e pacotes, quase 100% da carga de um caminhão, 100% dos veículos privados vindos do Canadá e México, e 99% da carga de containers que chegam pelo rio, de acordo com os oficias do governo.

Além disso, os esforços de detecção não são feitos apenas em solo americano. Alguns dos 60 portos estrangeiros estão equipados para efetuar uma triagem para detectar dispositivos nucleares em cargas destinadas para os Estados Unidos. Como resultado, 80% da carga que entra em um porto americano já foi triada em um país estrangeiro.

Mas mesmo nos portos de entrada dos Estados Unidos, os métodos de triagem não são infalíveis. Entre 2006 e 2013, o governo efetuou 144 operações secretas designadas para replicar uma tentativa de contrabandear um dispositivo nuclear nos 85 pontos de entrada dos Estados Unidos.

Os resultados são confidenciais, mas é claro que algumas dessas instalações não atuaram como o esperado.

Os resultados mostraram diferenças nas classificações de sucesso em interditar materiais nucleares e radiológicos pelas instalações”, de acordo com um relatório de outubro de 2015 do Departamento de Contabilidade Geral.

O que tais testes secretos em portos oficiais de entrada não podem identificar é o potencial sucesso de um dispositivo nuclear ser contrabandeado por um túnel ou ser carregado em uma mochila através de uma seção remota da fronteira.

Tal dispositivo pode ser detectado mais tarde no ponto de controle rodoviário da Patrulha de Fronteira. Ou se os contrabandistas são apreendidos em áreas remotas, um agente portando o dispositivo de detecção portátil pode alertá-la da presença de um material nuclear radiológico.

Mas a rota do Rio de San Pedro usada pela American Border Patrol em 2004 é ainda descrita como desprotegida por residentes locais.

Eu já estive lá dezenas de vezes e raramente um agente está vigiando essa área que quase nunca tem movimento por lá”, a fazendeira do Arizona Peggy Davis disse em um depoimento ao Congresso em Setembro. “Qualquer um pode entrar facilmente”.

[*] Warren Richey. “Terror and the Mexico border: How big a threat?”. The Christian Science Monitor, 15 de Janeiro de 2017.

Tradução: Giovanni Russo

Revisão: Rodrigo Carmo

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