Teologia da Libertação: Uma Ferramenta do Kremlin

Artigo escrito por Ronald Rychlak, publicado em http://goo.gl/S7TYiX

Em 2007 o Tenente-General Ion Mihai Pacepa, oficial de mais alta patente do bloco soviético a fugir para o Ocidente, disse ao mundo que as agências de inteligência soviéticas cultivaram e desenvolveram a união pro-Comunista entre Marxismo e o Cristianismo, que veio a ser conhecida pelo mundo como teologia da libertação. Seis anos depois o Tenente-General Pacepa documentou a operação em seu livro “Desinformação: Ex-chefe de Espionagem Revela Estratégias Secretas para Solapar a Liberdade, Atacar a Religião e Promover o Terrorismo”, obra que tive a honra de ser coautor.

Pacepa, Rychlak.

Pacepa, Rychlak.

A KGB gosta do termo “libertação.” Em 1964, formou o Exército de Libertação Nacional da Bolívia, (com ajuda do ícone comunista Che Guevara). No mesmo ano, criaram a primeira Organização para Libertação da Palestina (OLP), constituída por representantes escolhidos à dedo pela KGB e aprovados pela Carta Nacional da Palestina. Em 1965, a KGB criou o Exército de Libertação Nacional da Colômbia (com a ajuda de Fidel Castro). Mais tarde a KGB criaria o Fronte Democrático pela Libertação da Palestina, organização responsável por inúmeros ataques à  bomba, e o Exército Secreto para Libertação da Armênia, que organizou numerosos ataques contra escritórios de companhias aéreas americanas sediadas na Europa Oriental.

A Teologia da Libertação foi apresentada ao mundo em 1965 pela Conferência Cristã da Paz (CCP), ma organização religiosa sediada no Bloco Soviético (Praga), financiada secretamente pela KGB e repleta de membros do serviço secreto Soviético (incluíndo a agência de inteligência comandada por Pacepa). Durante certo período de tempo o CCP foi subordinada ao Conselho Mundial da Paz, o qual em 1989 admitiu que 90% do seu dinheiro viera da KGB.

O Padre Peruano Frei Gustavo Gutiérrez, autor do livro “A Theology of Liberation” (edição inglesa, 1973), costuma ser considerado o fundador da teologia da libertação. Gutiérrez pediu apoio a Che Guevara, que escreveu o seguinte sobre a teologia da libertação “é uma reflexão teológica nascida da experiência de esforços compartilhados para abolir a injusta situação e construir uma sociedade diferente, mais e livre humana… para dar razão à nossa esperança a partir do comprometimento que busca tornar-se mais radical, total, e eficaz.”

Os seguidores da teologia da libertação leem os Evangelhos a partir da perspectiva dos pobres e oprimidos, e desejam uma igreja que seja política e culturalmente descentralizada. Buscam lutar contra a pobreza e injustiças sociais através de ativismo político, especialmente quando se trata de direitos humanos. Da mesma forma que os Marxistas deificam o proletário, teólogos da libertação colocam os pobres no centro da teologia. Mártires falecidos como o Arcebispo Oscar Romero de El Salvador e Doroti Mae Stang, nascida no Estados Unidos e assassinada no Brasil, são fontes de inspiração para os seguidores da teologia.

Infelizmente, a teologia da libertação não beneficiou os pobres da forma que prometeu. Ao contrário, alinhada com a teoria marxista da luta entre classes, os pobres têm sido utilizados como armas na guerra de classes. Conforme Todd Swathwood Jr. da Liberty University escreveu em seu artigo, “Gustavo Gutiérrez – Teologia da Libertação e Marxismo”: “A Teologia da Libertação parece mais marxismo com roupas espirituais do que qualquer outra coisa. O disfarce sequer precisa ser Cristão; Gutiérrez discute outras “teologias da libertação” para diferentes religiões, como sendo do mesmo elevado nível do que o de sua própria denominação Cristã.”

Em “Desinformação”, Pacepa explica que a teologia da libertação faz parte de um programa de desinformação altamente secreto do Partido/Estado, aprovado pelo Presidente da KGB, Aleksandr Shelepin e pelas altas patentes do Politurbo, em 1960. As agências de inteligência do bloco Soviético mantiveram a promoção da teologia da libertação em marcha alta até que fosse amplamente reconhecida (se não plenamente abraçada) por muitas comunidades religiosas.

Parte desta campanha aconteceu em 1971, quando a KGB enviou um agente secreto como emissário da Igreja Ortodoxa Russa, sob o codinome “Mikhailov”, para o Conselho Mundial de Igrejas. A missão dele foi instrumentalizar o CMI para espalhar a teologia da libertação por toda América Latina. Em 1975, a KGB conseguiu infiltrar Mikhailov no Comitê Central do CMI, onde ele pode contribuir ainda mais para o avanço da causa. Depois disso, não demorou muito para que ele respondesse para a KGB: “agora a agenda do CMI, é também a nossa agenda.”

Mikhailov permaneceu no Comitê Central até 2009, quando assumiu uma posição ainda mais importante: Patriarca de Moscou e de toda Rússia. Nesta nova posição, Mikhailov, agora conhecido como Patriarca Kirill da Igreja Ortodoxa Russa, continuou a colocar políticas de esquerda no topo da agenda. Ele descreveu a “era Putin” como “um milagre de Deus.” Quando membros da banda de punk rock Pussy Riot foram presos, eles protestavam contra o forte apoio dado pela Igreja Ortodoxa Russa ao presidente Vladimir Putin (ex-agente da KGB), e suas políticas da era Soviética.

O Vaticano percebeu a rápida proliferação da teologia da libertação na América Latina. Em 1979, o Papa João Paulo II disse o seguinte: “A concepção de Cristo como uma figura
política, um revolucionário, como subversivo de Nazaré, não talha com o catecismo da Igreja.”  A Congregação para Doutrina da Fé admoestou os seguidores da teologia da libertação em 1984, 1986 e em 1999. Foi chamada de uma “heresia especial” e “ameaça fundamental” para a Igreja. Como Clérigo Apostólico da Doutrina da Fé, o Cardeal Joseph Ratzinger, que mais tarde seria o Papa Benedito XVI, proibiu que certos elementos da teologia da libertação fossem ensinados em nome da Igreja Católica.

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Evo Morales presenteia o Papa com cruz comunista.

Com a ascendência do papa Sul Americano, a uma vez restrita doutrina da teologia da libertação começou a ressurgir. Os nomes dos ícones da teoria da teologia da libertação, como Oscar Romero e Miguel d’Escoto Brockmann, raramente mencionados desde 1980, estão de volta aos círculos religiosos. Algumas pessoas chegaram a comentar que o próprio Papa Francisco abraçara a doutrina, embora como Cardeal, “lutou contra a teologia da libertação com unhas e dentes”.

Quando Pacepa repetiu sua afirmação do papel Soviético na promoção da teologia da libertação numa coluna do National Review Online, atraiu criticas dos teólogos da libertação e de seus apoiadores, que negaram sua conexão com o Marxismo e revoluções violentas. Fotos, no entanto, não mentem.

José Azenl, do Instituto para Estudos Cubanos e Cubano-Americanos, da Universidade de Miami, apontou que a teologia da libertação é estranha à igreja e aos valores democráticos. Provando o ponto de Pacepa que a teologia da libertação é um ramo do Marxismo Soviético, Azel diz que “a iconografia da teologia da libertação muitas vezes inclui a imagem de Jesus carregando um arma soviética.” Após ver isso, Pacepa disse: “Fascinante: Jesus

123..consagra-te

Leonardo Boff (teólogo da libertação), Dilma, Lula e Marilena Chaui, nas eleições de 2014.

carregando uma Kalashinikov!”

A promessa da teologia da libertação, como a promessa do Marxismo, é atrativa. Boas pessoas foram atraídas por ambas doutrinas. Infelizmente, os líderes soviéticos reconheceram isso anos atrás, e as usam para fazer avançar suas agendas políticas. O sequestro da fé para fins políticos é um enorme perigo que impacta os pobres tanto quanto os ricos. A manipulação da religião Islâmica no atual Antiamericanismo e terrorismo Internacional é uma assustadora ilustração da realidade.

 

O Professor Ronald Rychlak é membro da University of Mississippi School of Law, o livro “Desinformação“, publicado pela WND, será adaptado para os cinemas.

Tradução: Hélio Costa Jr
Revisão: Israel Pestana

Fonte: http://goo.gl/S7TYiX

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