Reagan e Papa João Paulo II – Discurso de Reagan

Uma vez Olavo de Carvalho falou: “Para você saber o que é Direita você precisa investigar onde isso existe, como fenômeno constituído”, criticando a atual posição da direita brasileira (que não existe). Quando a direita brasileira não flerta com esquerdistas acha que a privatização, e coisas como um Estado pequeno, são pragas de macumba.

Apesar do aparente chauvinismo do discurso de Ronald Reagan, este vídeo tem uma riqueza histórica e um conteúdo tão profundo por trás das palavras do ex-presidente que passa desapercebido a quem não conhece a história dos EUA. As poucas palavras deste vídeo praticamente resumem a raiz da índole conservadora: defesa dos valores judaico-cristãos, liberdade do indivíduo sobre o Estado, liberdade de culto, entre outras coisas. Além de mostrar ao mundo como os princípios dos País Fundadores dos EUA fizeram com que uma Constituição permanecesse praticamente inalterada por centenas de anos – enquanto no Brasil, de 1824 à 1988, a constituição já mudou sete vezes.

Lembrando que é mencionado coisas como o Plano Marshall, que se tratou de um plano de ajuda econômica dado pelos EUA aos seus aliados europeus tendo em vista a recuperação destas nações depois do período da segunda grande guerra. A Alemanha, Holanda, Dinamarca, e outros países que se decidiram pautar no princípio capitalista norte-americano, receberam este apoio e novamente se tornaram destaque, em poucas décadas, no cenário internacional.

Reagan também menciona a luta em prol da democracia no mundo, inclusive na américa latina da época, permeada por ditaduras, que veio a assistir poucos anos após esse discurso um florescimento democrático, que nos atingiu particularmente em 1985.

João Paulo II, Ronald Reagan, e também outros líderes (que não aparecem no vídeo) como Margaret Thatcher foram essenciais para a derrocada do comunismo na antiga URSS. Seus esforços conjuntos fizeram cair não somente o Muro de Berlim, mas também qualquer ímpeto nocivo dessa ditadura sanguinária de continuar a perpetrar seus encantos malévolos em países de terceiro mundo. E hoje assistimos o renascimento desse ímpeto na América Latina, e mais do que nunca precisamos de referências ideológicas para encarar o marxismo cultural, e de líderes fortes para combater mais uma vez o socialismo/comunismo em nosso solo (e no mundo). Não podemos clamar mais aos líderes do passado, mas isso não quer dizer que sua voz deixou de ecoar em nossos ouvidos, e que sua coragem não nos inspire a olhar na direção certa por líderes que queiram fazer a diferença.

Tradução: Ítalo Miranda
Revisão: Jonatas

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