Que os fascistas autodenominados antifas sintam o peso da lei quando optarem pela violência

Por Shawn Steel [*]

A guerra civil entre a esquerda americana começou. Esta não é uma divisão baseada em ideologia, mas em táticas.

Durante meio século, “Regras para Radicais” de Saul Alinsky foi o manual para o ativismo de esquerda. Como organizador comunitário, Barack Obama implementou com perfeição o chamado de Alinsky por uma agitação com propósito. Hillary Clinton, que David Brock, da Media Matters, apelidou de “filha de Alinsky”, escreveu sua tese sobre seu legado. E, para a esquerda militante, sua derrota sinalizou a necessidade de um novo repertório de táticas.

O livro de regras foi jogado fora”, disse ao Jornal Guardian, um terrorista “antifa” envolvido em violência na Universidade da Califórnia, Berkeley.

Antifa (abreviação de antifascismo), termo amplo para a nova esquerda militante, inclui socialistas, anarquistas e anticapitalistas unidos por suas táticas de guerrilha urbana e apreço pela violência. A BBC News os compara a nacionalistas brancos, mas diz que “as táticas de antifa são, sem dúvida, mais extremas”. Na comunidade online Reddit, uma manchete sobre a seção Antifa diz: “Cada republicano morto é um passo em direção ao progresso”.

Uma tática antifa comum, o blackbloc, envolve lançar a turba violenta de encapuzados e mascarados contra pessoas e propriedades. Seus uniformes pretos cumprem um duplo propósito: intimidar suas vítimas e esconder suas identidades. O plano de batalha foi executado sem falhas nos recentes tumultos na Universidade de Berkeley.

Este foi um grupo de agitadores mascarados, jogando pedras, fogos de artifício e cocktails Molotov em oficiais”, disse a sargento de polícia da Universidade de Berkeley Sabrina Reich.

A violência física pode ter sido dirigida aos policiais, mas a multidão de terroristas antifa que violentamente atacaram a União de Estudantes de Berkeley Martin Luther King Jr. no início deste ano declararam tanto a guerra à ideologia do homem para quem o edifício foi nomeado quanto aos seus cidadãos. A esquerda americana estava enviando uma mensagem: violência é a resposta.

Nosso lado está crescendo e também está preparado para ser mais politicamente militante e apoiar uma luta mais militante”, Yvette Felarca, líder da organização terrorista antifa chamada “Por Todos Os Meios Necessários”, disse à Al Jazeera. “Se o movimento continuar ficando tão grande e tão poderoso nessa direção, podemos derrotar Trump, toda a sua agenda racista, e tirá-lo sem esperar pela próxima eleição”.

Por Todos Os Meios Necessários” a maioria das vezes significa violência contra qualquer pessoa que não seja suficientemente radical. Quão extremo são os antifa? Até mesmo membros da Organização Socialista Internacional condenam sua violência.

Eles deliberadamente marginalizam a maioria dos manifestantes e priorizam suas ações, dando a todos da administração da universidade, aos meios de comunicação e a própria direita uma desculpa para ignorar as questões levantadas pela multidão em geral, e mudar a sua atenção para a violência em si”, Mukund Rathi, colaborador do Socialist Worker, escreveu em uma crítica à tática de antifa.

No entanto, antifa está se tornando mainstream — normalizado por professores universitários que incitam iminente ilegalidades e espalham palavras de luta no campus. No outono passado, um professor de uma faculdade pública americana ordenou a todos os apoiadores de Donald Trump que se levantassem e se identificassem publicamente para que sofressem possíveis retaliações físicas. Um afro-americano membro dos republicanos da faculdade do estado de Sacramento foi atacado recentemente por um militante esquerdista. No Cal State Fullerton, um professor de antropologia está sendo investigado por atacar um pacífico grupo de republicanos da faculdade. Manifestantes esquerdistas da “Indivisível”, ligada ao Partido Democrata, invadiram recentemente o escritório do Congressista Dana Rohrabacher, derrubando um membro de sua equipe de 71 anos.

Posso dizer, com base na minha experiência pessoal, que a atitude nas manifestações mudou”, escreve Malcolm Harris, simpatizante antifa e editor do The New Inquiry. “Onde antes um antifa mascarado e vestido de preto recebia olhares desconfiados, agora recebe congratulações e palavras de incentivo de pais empurrando carrinhos de bebê.”

Os agentes da lei carecem dos recursos, capacidade ou vontade para investigar esta rede nacional de militantes. Depois de meio milhão de dólares em danos na UC Berkeley, apenas uma única prisão foi feita até o momento, nem uma na noite do tumulto.

Como é que depois de mais de 100 bandidos organizarem-se, com bastante antecedência, para invadir o campus, e a polícia ser alertada para o risco de violência, novamente com bastante antecedência, e nenhuma prisão ser feita na noite do ataque?” pergunta o professor de direito da Universidade de Utah, Paul Cassett.

Não é suficiente para o FBI auxiliar nas investigação sobre os ataques na Universidade de Berkeley. O Departamento de Justiça dos EUA deve lançar uma investigação sobre esta rede nacional de militantes violentos. Tal generalizada e crescente violência requer um sistema de apoio financeiro bem estruturado. Muitos sites antifa, que realizam ataques como blackblocs, solicitam fundos.

Até que o Departamento de Justiça desmonte essa organização criminosa, cabe a todos os que acreditam na expressão política não-violenta enfrentar esses bandidos. No campus, os alunos devem registrar e documentar esses ataques. Líderes da comunidade e políticos devem pressionar os agentes da lei para investigar e processar rapidamente os membros antifa.

[*] Shawn Steel. “When radicals descend into violence”. The Washington Times, 01 de Março de 2017.

Tradução: Guilherme Pradi Adam

Revisão: Rodrigo Carmo

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