PSEUDO-HISTÓRIA, PREGAÇÃO AMBIENTALISTA, E ESPLENDOR MULTICULTURALISTA NA CERIMÔNIA DE ABERTURA DAS OLÍMPIADAS NO RIO

Por Daniel J. Flynn [*]

Quando o socialismo falha, pão e circo geralmente enganam bem.

Captura de tela - 20-08-2016 - 16:32:00A cerimônia de abertura das Olimpiadas de Verão demonstrou ser uma distração estupenda. O Brasil padece em sua mais grave crise econômica desde os anos 1930. Sua presidente está próxima do impeachment. E a taxa de homicídios supera a de toda nação do planeta. No entanto a mais populosa nação do Hemisfério Sul sabe como fazer um espetáculo.

E sob os olhos atentos do Cristo Redentor o Rio de Janeiro soube como fazer pregações também.

Embora Jesus se fizesse presente mas pouco notado no Estádio do Maracanã, outro deus, a floresta tropical, era onipresente se não onipotente. “Promover a paz é a base do espírito olímpico” informaram os organizadores. “Hoje há uma grande necessidade de promover também a paz com o planeta. As mudanças climáticas e o esgotamento dos recursos naturais precisam de nossa atenção e a cerimônia de abertura das Olimpíadas é uma oportunidade esplêndida de lançar luz sobre este assunto”.

Enquanto multidões de falsos índios dançavam de tanga em volta de uma floresta artificial em flor, uma nação imersa em fezes, cadáveres, e peixes com entranhas escuras em seus canais cheios de lixo imploravam aos “terráqueos” que “salvassem o planeta”.

Como é “pensar global, agir local” em português?

O espetáculo pretendeu contar a história do país-sede apoiando-se mais na Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire do que no que consta em qualquer volume de História do Brasil. Não foi apenas uma versão disneyficada do passado de uma grande nação mas uma homenagem aos lemas atuais do tipo de gente que outrora concebeu coisas como o Esperanto, as Olimpíadas, o Live Aid, e o sistema métrico como meios de libertação da Humanidade abatida, isto é, os chefões que comandam os jogos e os figurões que os transmitem.

Uma cantora de rap de 12 anos de idade, que Matt Lauer zelosamente noticiou “desafiar” o racismo e o sexismo com sua arte, jogou suas rimas sobre o mundo. Nada se perdeu na tradução daquele nonsense para o inglês.

O show retratou as favelas como lugares pitorescos onde todos sorriem, dançam e vestem roupas limpas. Os apresentadores da NBC alegaram que “os elementos mais ricos da cultura brasileira” vêm dos “subúrbios mais pobres.”

Da mesma da forma vêm os piores odores, os crimes mais horrendos, as doenças venéreas e o mais doloroso analfabetismo. Os brasileiros, a julgar pela transmissão, são ricos em pobreza.

O teatro multicultural adicionou uma trilha sonora sombria para a chegada dos exploradores europeus no Brasil, representou os escravos africanos empurrando uma roda de hamster humana, e até deram vez para os asiáticos do país que somam 1% da população. Todos gozaram de um papel igualitário mesmo se alguns brasileiros fossem mais iguais do que outros.

Em harmonia com o tema multicultural, a produção fantasiou uma história de um reclamo antigo. Alberto Santos-Dumont, uma espécie de Irmão Wright brasileiro se os brasileiros reconhecessem o voo dos Irmãos Wright, voou com seu 14-bis por cima do estádio e ao redor da cidade. Porém o verdadeiro Santos-Dumont fez isto em Paris e não no Rio, e aproximadamente três anos depois de os Irmãos Wright voarem em Kitty Hawk. Tal qual as Olimpíadas no Rio e tudo o mais no Brasil, Santos-Dumont fez seus experimentos com pesado subsidio governamental. Ele despendeu mais tempo acusando os fabricantes de bicicletas americanos de fraude do que passou voando. A cerimônia, talvez por uma restrição de tempo, absteve-se de ensinar os espectadores sobre como os brasileiros inventaram os computadores, nos legaram a vacina contra a poliomielite, e puseram o homem na Lua.

Assistir a Gisele Bundchen, um exemplo da reconhecida beleza tipo exportação do Brasil, caminhar naquela longa passarela quase fez com que a cerimônia valesse a pena – pelo menospara mim; certamente não para os pobres e miseráveis do Brasil que, por meio de um socialismo Robin Hood reverso, pagaram o espetáculo com uma tranferência maciça de riqueza para o Comitê Olímpico Internacional.

Esta recente e muito triste fase da História brasileira deixou de ser apresentada no roteiro do espetáculo de abertura.

[*] Daniel J. Flynn. “The Pseudohistory, Preachy Environmentalism, and Multiculturalist Pageantry of Rio’s Opening Ceremonies”. Breitbart, 6 de Agosto de 2016.

Tradutor: Jay Messi

Revisão: Felipe Alves

3 comentários

  • A. Schneider

    Não podemos mais tolerar que favelas sejam apresentadas ao público, e aos estrangeiros como um “estilo de vida” ou, como um elemento que faz parte da “cultura”. A favela faz parte do processo de degradação social do país. Um país que apresenta um sistema capitalista de produção, vampirizado por um Estado “comunista” de dominação. Neste sentido, parece incrível, mas o PT e seu “desgoverno totalitário”, serviram como um catalizador para acelerar o processo de percepção de que algo de muito podre estava acontecendo. Enfim, agora que, estando a beira do totalitarismo comunista, o susto fez com que as pessoas prestassem atenção as palavras do “messias” Olavo de Carvalho fazendo com que a “direita” tomasse conhecimento da própria existência, cabe a nós, criarmos as organizações e estruturas necessárias para a ocupação dos espaços políticos e do Estado, e assim agirmos como forças neutralizadoras da destruição promovida pela “esquerdopatia”, bem como para a criação de novas perspectivas de desenvolvimento baseados não mais em loucura ou no fanatismo ideológico, mas semplesmente em valores reais, tais quais, honestidade, liberdade, prosperidade, paz, etc.

  • LeX.

    Interessante que até o 1% asiático foi lembrado, mas não houveram referencias a culturais do sul, não houveram gauchos, não ouve fandango do litoral Paranaense…
    Só o Guga, que estava la por méritos proprios, mas esta longe de representar o sul.

  • mrs

    Os maiores pagadores da festa não foram apresentados, o povo do Sul.

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