Por que os EUA intervieram na Guerra da Coreia? – PragerU

Ainda hoje, como existia na Guerra Fria, há uma multipolarização onde potências se digladiam para ver se conseguem prevalecer frente a seus adversários. Na Guerra Fria, no entanto, as duas potenciais mais proeminentes eram os EUA e a URSS. As guerras mais conhecidas neste período foram a Guerra do Vietnã e, antes dessa, a guerra da Coreia, menos conhecida (talvez porque nesta o comunismo saiu por baixo, e logo os gritos propagandistas foram fortemente calados, na imprensa e universidades, no decorrer do século).

 

Norte e Sul da Coreia, divididos pelo paralelo 38.

Norte e Sul da Coreia, divididos pelo paralelo 38.

Hoje AINDA existe conflitos de diferentes pólos. Há, no entanto, uma diferença gritante: os EUA não têm rival no seu poderío militar, estratégico e econômico. A antiga União Soviética foi castrada pelo seu fraco desempenho econômico e pela falta de liberdade e informação, sobre as benesses vantagens que ocorriam no outro lado – no lado inimigo. Não demorou muito para seu corpo político ter sido destruído como uma piña colada, fazendo permanecer bem presente no mundo o seu espírito fantasma maligno, agora com um sorriso amarelo aparentemente mais amigável. Mas, apesar da aparente derrota, o movimento comunista, por baixo dos panos, foi interferindo de forma sorrateira no campo politico-cultural do adversário. Mudaram seu discurso e transformaram a sua luta de combate armado revolucionário em uma luta gramscista aparentemente pacífica. O resultado disso esta hoje mais patente do que nunca no Brasil.

Mas anos de penetração e de doutrinação deste espirito vermelho conseguiram transformar o lado da liberdade e prosperidade num ícone da opressão e imperialismo contra todos os povos. Os EUA, de uma forma gradual, foram ganhando uma má imagem, e cada uma de suas investidas pela liberdade e democracia no mundo, contra as forcas neocomunistas e islâmicas, têm sido agora vistos automaticamente como uma usurpação malévola. Talvez essa analogia da Guerra da Coreia, onde os EUA não ganharam um tostão sequer – perdendo na verdade economicamente (pois em guerras prolongadas ninguém ganha) – venceram, no entanto, no quesito político, abrindo portas para a liberdade irradiar em terras ameaçadas pela sombra de seus vizinhos sangrentos. Estes começaram a pensar duas ou três vezes antes de se meter em brigas com alguém apoiado por um gigante econômico e militar tão poderoso. Que isso te faça refletir sobre o fato das guerras do Afeganistão e do Iraque não terem sido um ganho econômico dos EUA, e após o período Obama ter assumido o cargo, por fim, também não ter sido um ganho politico (é a bênção dos Democratas). Os EUA e os países ocidentais lutam desesperados pela conquista da narrativa, e hoje quem tem a supremacia econômica e militar, não tem também o controle da informação, que foi, esta sim, usurpada paulatinamente pelos seus inimigos da liberdade, que nada mais fizeram, durante todos estes anos, do que se fingirem de moribundos, antes de darem o bote no controle da imprensa, universidades, e outros meios de difusão e produção da informação.

Tradução do vídeo: Renan Poço
Revisão do vídeo: Israel Pestana
Texto: Israel Pestana

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