Por que há mais abortos que crianças postas para adoção?

Por Kristi Burton Brown [*]

Adoção dá vida e uma família a seu filho

Adoção dá vida e uma família a seu filho

Você se lembra da série de livros “Escolha sua Aventura? Quando eramos crianças meus irmãos e eu os devorávamos. A cada etapa na sua jornada você tinha escolhas. Você estava na Amazônia. Quer pilotar um barco ou viajar até ruínas antigas a pé? Quer contratar um guia turístico ou seguir um índio local? Toda a sua jornada – e às vezes sua vida – giraria entorno das escolhas que faz.

Embora “Escolha sua Aventura” possa desenvolver um certo gosto por avaliar suas decisões, a decisão a que me refiro nestas linhas é bem mais importante que as decisões presentes nos livros que citei a pouco. E requerem meditação, pesquisa e escolhas de vida ou morte.

Adotar é uma escolha generosa e afável para todos os envolvidos.

Incontáveis mulheres nos EUA escolhem abortar em vez colocar seus bebês para adoção todo ano. Quando participei de uma sessão de aconselhamento num centro de gravidez, aprendi que muitas vezes as mulheres são favoráveis à ideia da adoção. Elas querem o bebê para si ou querem se livrar da criança imediatamente. Estatísticas sobre Adoção são difíceis, uma vez que os estados não são obrigados a reportar adoções. Entretanto, os números são sombrios, e isso se deve muito ao Aborto:

Entre 1989 e 1995, 1,7% dos filhos de mulheres brancas solteiras foram postas para adoção, comparados aos 19,3% antes de 1973. Entre negras solteiras, as taxas de desistencia variam entre 0,2% e 1,5%.

Bussiness Library afirma que “chega a 36 o número de casais na fila de espera para cada bebê colocado para adoção.”

Nos EUA, há aproximadamente 2 milhões de casais inférteis na fila de adoção, muitas vezes indiferentes a problemas médicos como Síndrome de Down, espinha bífida, HIV positivos ou doenças terminais. Dr. Brad Imler, Presidente da America’s Pregnancy Helpline (Linha de Auxílio à Gravidez da América), confirma a excepcionalidade dos casais que esperam na fila: “Só 1% dos 40.000 clientes anuais da Helpline perguntam sobre adoção.”

Claramente, é uma situação muito triste, e eu diria epidêmica. Muitas famílias adoráveis estão por todo o país à espera de um bebê para educá-lo, criá-lo e amá-lo pelo resto de sua vida. Ao invés de bebês irem para estas famílias, eles vão para uma pilha de mortos ou para a lata do lixo. Por que mães acham que matar seus filhos é melhor do que dá-los à famílias adotivas?

Ao longo dos anos, a adoção tem tido má fama. Muita gente confunde adoção com o sistema de assistência social. Eu conheço pessoas incríveis no sistema de assistência social, mas é evidente que o sistema precisa de alguma reforma. Sim, alguns adultos entram no sistema de assistência social pelo dinheiro e por outros motivos errados. Entretanto, adotar – especialmente recém-nascidos – quase sempre envolve um casal carinhoso e animado que sonhara por anos em cuidar de seu tesouro. Adotar pode custar um braço, uma perna dos pais adotivos (é gratuito aos pais biológicos), o que evidencia que não estão nessa pelo dinheiro.

Será que mães que pensam em fazer aborto sabem que há famílias em listas de espera para adotar bebês recém-nascidos? Será que sabem da existência de casais esperando há anos na fila de adoção para terem um bebê em seus braços? Será que mães sabem quantos pais e mães experientes com sabedoria, recursos e amor se dispõe a adotar uma criança – sem ligar para raça, gênero ou deficiência?

Eu acredito que uma das melhores ações do movimento pró-vida é promover a adoção. Não podemos dizer que todas as mães por aí podem cuidar de seus bebês sozinhas. Devemos apoiar todas as mães que querem manter seu filho, mas não devemos esperar isso de todas as mães. Embora a inabilidade de cuidar de um bebê não seja desculpa para matá-lo – devemos nos esforçar para explicar às mulheres grávidas como a adoção funciona.

Precisamos explicar às mães que elas podem escolher a família adotiva de seus bebês. Elas podem escolher uma adoção em aberto, podendo visitar o bebê em certas ocasiões durante o ano. Podem escolher adoções parcialmente abertas, onde recebem fotos e notícias sobre a vida da criança. Ou podem escolher uma adoção restrita e dar seus bebês por completo à sua família adotiva. A adoção é repleta de opções para a mãe e para o pai também, se ele estiver envolvido.

Nightlight Christian Adoptions (que trabalha com pessoas de todas as religiões) provê informações importantes a mães e pais que consideram o caminho da adoção. Eles apresentam mães biológicas a outras mulheres com quem podem conversar sobre suas dúvidas e preocupações. Eles até tem um arquivo de pais adotivos que estão aptos a adotar uma criança o quanto antes.

Você decidirá o tipo de contato que quer ter com a família adotiva, seja por meio de fotos, cartas, e-mail, ou visitações. Você poderá ter notícias sobre sua criança e sua criança sobre você e ela sempre saberá que você se importa – porque você escolheu uma família carinhosa pra ela. Adoção não te custará nada, mesmo que você escolha, no fim, ficar com o bebê. Se precisar de ajuda, famílias adotivas podem te ajudar legalmente com os custos relativos à gravidez como despesas médicas, aconselhamento pré-natal a ambos os pais biológicos, enxoval e despesas em geral. Adoção é sobre amar seu bebê a tal ponto de entregá-lo o mundo, ter maturidade e admitir que não está pronta para criá-lo, é ter responsabilidade para escolher a família certa para cuidar de seu filho. Te dá oportunidade de criar uma vida para si e para seu filho em que ambos possam viver. Se você quiser aprender mais sobre adoção, sem obrigações, ligue-nos. A ligação é gratuita: (888) 933-2237

Outra coisa… precisamos parar de nos referir à adoção como “desistir” de um bebê. A mãe não desiste de seu bebê. Desistir anda lado à lado com fracasso e más decisões. No mundo real, Adoção não tem nada a ver com desistir, tem a ver com dar vida – vida em vez de morte.

Algumas mães escolhem aborto em vez de adoção porque creem não poderem lidar com o fato de não saberem, pelo resto de suas vidas, por onde andam seus bebês. Ou, se estiverem no nono mês de gestação, querem aproveitar os resultados de seu trabalho duro; querem manter seus bebês. Precisamos encorajar mães que queiram saber sobre seus bebês a escolherem adoções em aberto. Precisamos assegurar que sejam informadas e que saibam que receberão fotos e notícias com certa regularidade para que não temam tanto por seus bebês. Elas podem escolher os pais adotivos. E há sempre um período de espera em adoções onde a mãe biológica pode mudar de ideia e receber seu bebê de volta. Precisamos encorajar gestantes que queiram dar à luz à dar a luz. Elas tem coração de mãe, e precisamos encorajá-las a mantê-lo.

Como pró-vidas, aprendamos mais sobre adoção. Tornemo-nos familiares com as histórias de crianças adotadas. Todas as que conheço são incrivelmente gratas por suas mães terem lhes dado uma chance, uma vida e uma família em vez do fim cruel da morte.

Histórias sobre adoção:

Pam’s Story

Rodney Atkins

Vera Shmidt

Deanna Candler

Mais Histórias

Perguntas Frequentes, Agencias, e Informações:

Option Line: 1-800-712-HELP

An Open Door

Nightlight

Adoption Resources

Bethany Christian Services

Christian Adoption Services

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Nota da LifeNews: Kristi Burton Brown é uma ativista pró-vida e seu estado natal no Colorado, advogada pro-bono pelo Life Legal Defense Fund (Fundo Legal de Defesa da Vida) e dona de casa. Esta coluna foi publicada originalmente no Live Action Blog.

[*] Kristi Burton Brown. “Why Do More People Choose Abortion Over Adoption?”. Life News, 17 de Maio de 2012.

Tradução: Caio Marchi

Revisão: Rodrigo Carmo

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