Motorista do Uber com porte velado impede tiroteio em massa em Chicago

Adam Bates, Cato Institute:

Um motorista do Uber pôs fim a um possível tiroteio em massa em Chicago nesse final de semana. Segue trecho do Chicago Tribune citando o assistente da promotoria do Estado, Barry Quinn:

Um grupo de pessoas caminhava à frente do motorista por volta das 23:50 na avenida North Milwaukee, no bloco 2900, quando Everaldo Custodio, 22, começou a atirar contra o grupo, disse Quinn.

O motorista sacou sua pistola e disparou 6 vezes contra Custodio, atingindo-o várias vezes, de acordo com os registros do tribunal. Os policiais acionados para atender a ocorrência encontraram Custodio deitado no chão sangrando, disse Quinn. Não houve mais feridos.

O motorista não será processado:

O motorista tinha permissão para porte velado e atuou em defesa própria e de outros, disse o assistente da promotoria do Estado, Barry Quinn, ao tribunal no domingo.

Chicago adotava uma das leis de desarmamento mais draconianas dos Estados Unidos, até que uma decisão do Supremo Tribunal em 2010, McDonald v. Chicago, determinou que tais leis eram inconstitucionais. A decisão se embasou em uma prévia determinação do Supremo com relação à Segunda Emenda da Constituição, District of Columbia v. Heller, aos governos dos Estados.

Embora tais decisões tenham sido concebidas para o direito de portar armas para defesa pessoal em casa, alguns tribunais distritais (incluindo o 7º Distrito, que têm jurisdição em Chicago) estenderam o princípio da lógica Heller-McDonald a certos lugares públicos, bem como para residências.

Sob a legislação anterior de Chicago, o motorista teria de escolher entre salvar vidas e evitar uma possível condenação a uma longa pena que arruinaría sua vida. É certo supor que tanto o herói, neste caso, e as potenciais vítimas de Custodio são gratos por esse fardo inconstitucional ter sido revogado.

Não se pode por isso considerar a luta pelo direito ao porte de armas ganha. Alguns distritos mantêm uma aplicação estreitíssima para a aplicação da jurisprudência do caso Heller vs McDonald, concedendo ao governo muito mais discricionariedade para negar o direito de portar armas fora de casa.

Para cada herói motorista de Uber ainda há muitos tipos como Shaneen Allen e Brian Aitkens: cidadãos pacíficos, cumpridores da lei, que têm seus meios de sustento e até mesmo suas vidas ameaçadas por exercerem seus direitos constitucionais.

Nossa expectativa é a de que histórias como esta, das quais há muitas, recebam a devida  atenção e reforcem a luta pela liberdade individual e o direito de portar armas.

Tradução: Jonatas F. e Rodrigo Carmo
Revisão: Hugo Silver

Fonte: Adam Bates. “An Uber driver with a concealed handgun prevented a mass shooting in Chicago.” Business Insider, 21 de abril de 2015.

 

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