Ex-funcionário afirma: Facebook apagava notícias conservadoras

Trending: seção que destaca as notícias mais populares do Facebook

Um ex-funcionário do Facebook afirma: tópicos de interesse ao público conservador nos EUA eram frequentemente banidos das “Tendências”  (Trending, no inglês) — módulo do Facebook, inaugurado em 2014, que supostamente destaca as notícias mais acessadas na rede social.

A revelação foi feita ao site de tecnologia Gizmodo por um dos jornalistas que formavam a equipe responsável pela seção de notícias populares.

“Não eram tendências, eram opiniões”, revela o jornalista que optou pelo anonimato.

Segundo ele, certos tópicos eram artificialmente inseridos na seção de notícias populares de acordo aos gostos e preferências ideológicas de quem estava de plantão. Ainda segundo o ex-funcionário, manchetes de sites como CNN, The New York Times e BBC eram regularmente inseridas no Trending mesmo que não estivessem “bombando”, enquanto notícias com alto número de acessos em sites conservadores como Breitbart, Washington Examiner e Newsmax eram suprimidas — pelo menos até que um dos sites de preferência do Facebook publicassem a mesma notícia.

“Havia muita pressão sobre o Facebook pelo fato de o [movimento] Black Lives Matter não estar entre as notícias populares”, disse o jornalista. “Entendeu-se que isso era um problema e resolveram impulsioná-lo, dando-lhe preferência sobre outros tópicos [no Trending].”

As alegações colocam em dúvida a neutralidade da ferramenta e fortalecem suspeitas de que o Facebook se orienta por critérios ideológicos na propagação e na censura de conteúdo em sua rede social. O Facebook nega as acusações e afirma dar espaço a todos os espetros políticos.

Com notícias de Gizmodo: http://goo.gl/KveYNB
Tradução: Hugo Silver

1 comentário

  • Eduardo Araújo

    Fortalecem as suspeitas, sim. Aliás, comprovam-nas.
    Que é usuário da ferramenta – meu caso – há muito já se deparou com o viés ideológico do que conservadores passamos a apelidar de “foicebook”. Cito, a título de exemplo, o perfil, na verdade OS perfis de Luana Basto, contra os quais bastava um ofendidinho gayzista ou feminista denunciar – quase sempre por motivo torpe, injustificado – que o Foice retirava do perfil da moça (acho, até, que ela desistiu, de tanto isso acontecer).
    Na via inversa, todos os que eu denunciei, alguns com ódio explícito até no nome, foram mantidos com a rede social devolvendo-me a mensagem de não ter encontrado nada que ferisse as regras e blá blá blá. Um tremendo e claríssimo cinismo pró-esquerdismo.
    Faz muita falta uma rede concorrente de mesmo peso, no mínimo neutra de verdade. Melhor se fosse conservadora.

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