Estudo confirma obsessão com o Trump

Por Marie Aubry [*]

Um novo estudo revela que o mandato de Trump e convidados anti-Trump representam quase toda a programação diária da CNN .

O MRC conduziu um estudo da programação da CNN na sexta-feira, 12 de Maio, começando 4 am ET com o programa “Early Start” e terminando depois das 11:00 p.m. ET com o “Tonight with Don Lemon” fechando um total de cerca de 20 horas de noticiário.

Analistas do MRC descobriram que das 20 horas no ar, apenas 13 horas e 27 minutos continham cobertura de notícias, que é uma média de 40 minutos por hora. Mas, o que é de cair o queixo é o assombroso 92% (12 horas e 19 minutos) dedicado a cobrir a presidência de Trump e apenas 68 minutos foram gastos para cobrir outras notícias do dia.

A programação consistia principalmente de entrevistas e painéis de discussão de especialistas anti-Trump opinando sobre a administração Trump – 123 convidados e panelistas, para ser exato.

No entanto, frequentemente analistas da CNN apareceram em múltiplos segmentos de notícias, cada um contado como uma aparição distinta.

O relatório afirmou que 77 dos analistas ou comentadores da CNN apareceram uma única vez, o que equivale a 62% de todos os convidados.

Aqui um olhar mais próximo dos convidados da CNN:

  • 96 foram considerados críticos anti-Trump (78% do total)
  • 7 foram considerados pró-Trump (6% do total)
  • 13 convidados foram considerados neutros
  • 7 convidados ofereceram avaliações mistas da administração Trump

A avaliação das transmissões ao vivo da CNN mostram que uma cobertura ainda mais distorcida:

  • 69 aparições de analistas anti-Trump
  • 2 analistas pró-Trump

O MRC forneceu estes exemplos de ataque escancarado contra Trump, ocorrido durante a programação:

O analista de contra-terrorismo da CNN, Phil Mudd, por exemplo, condenou duramente o Presidente durante suas aparições às 6:00, 8:00, 11:00, 17:00, 20:00 e 21:00 horas (Horário do Leste). “Dê ao presidente dos Estados Unidos uma chupeta e um chocalho e coloque ele em um berço”, Mudd declarou durante sua aparição as 11:00. Nove horas depois, Mudd foi questionado sobre os comentários do âncora das 20:00, Anderson Cooper. “O presidente está perdendo credibilidade a cada dia por comentários infantis que erodem sua habilidade de exercer seu mandato como Presidente”, Mudd reiterou.

Durante o AC360 das 20:00, o analista jurídico sênior, Jeffrey Toobin reclamou que algumas pessoas estariam “normalizando comportamentos que teriam sido interpretados como totalmente ultrajantes por parte de qualquer outro presidente”. Então, às 22:00 no CNN Tonight, o convidado do fim de semana Fareed Zakaria disse que a sugestão de que ele pode ter sido grampeado em uma conversa com Comey era “bobagem”, bufando que “esta é a versão farsesca do Watergate, onde o cara diz, ‘Eu tenho a gravação’, e na verdade não tem nada nas mãos.”

Também se ouviu analistas politicos enconrajando os americanos a se levantar e resistir a nova administração.

O relatório afirma que o desequilíbrio e o viés dos convidados foram ampliados pelos comentários feitos pelos anfitriões da CNN. Um destes casos aconteceu quando o anfitrião do New Day, Chris Cuomo, referiu-se a trechos onde oficiais da Casa Branca explicavam por que Comey foi despedido como “A montagem da enganação, pois está cheio de mentiras.”

[*] Marie Aubry. “Study confirms CNN’s obsession with Trump”. Dennis Michael Lynch, 16 de Maio de 2017.

Tradução: Pedro Henrique

Revisão: Hugo Silver

1 comentário

  • Constatação

    Imprensa que não é imprensa, pauta que não é pauta, especialista que não é especialista… o que se devia esperar?

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