Esperar até a noite de núpcias — casando do jeito certo

Por Steven Crowder

14 de setembro de 2012

Como podem imaginar todos os que leram minha coluna sobre abstinência aqui no LouderWithCrowder.com, meu casamento foi algo pelo qual ansiei por um bom tempo. Após trocar as alianças em agosto, posso dizer agora, sem sombra de dúvida, que foi tudo aquilo pelo qual eu esperava e orava desde a infância. (Eu também pedia para ser mordido por uma aranha radioativa e ganhar superpoderes, mas… eu era um idiota.)

Deixem-me introduzir esta coluna dizendo uma coisa: minha esposa (tenho que me acostumar a chamá-la assim) e eu não esperamos apenas sexualmente de todas as formas (não, não demos uma de Bill Clinton e evitamos apenas tecnicamente o “sexo”), também não nos “juntamos” e, o mais importante, cortejamo-nos de maneira consistente com os valores que professamos publicamente.

Fizemos direito.

Sentindo-se julgado? Não poderia me importar menos. Sabe por quê? Porque minha esposa e eu fomos julgados durante todo o nosso relacionamento. As pessoas riam, debochavam e provocavam o jovem casal cristão, ingênuo e celibatário.

Diziam que jamais conseguiríamos aguentar até o casamento sem dar “uma provadinha”, e que, se conseguíssemos, a “noite de núpcias seria embaraçosa e péssima”.

Acontece que não poderiam estar mais errados. Olhando para trás, penso que as mulheres que diziam essas coisas sentiam-se como as oferecidas que de fato eram e os homens, com a masculinidade instável atrelada a patéticas conquistas sexuais, sentiam-se ameaçados.

Acho importante escrever esta coluna não para me vangloriar (apesar de que o faria alegremente), mas para me manifestar em nome de todos os jovens casais que também fizeram as coisas do jeito certo. As pessoas que se casam da maneira correta não reclamam muito, então suas vozes são abafadas pela multidão de charlatões promíscuos que vendem como “moderna” uma patética visão de mundo.

Nosso casamento foi perfeito. Nossa noite de núpcias foi nada menos que maravilhosa. Escrevo isso no avião rumo a um paraíso tropical com a mulher mais bonita que já pisou na face da Terra. Eu sei que todo mundo diz que sua noiva era “a mais bonita do mundo”. Estão errados. Eu ganhei.

No entanto, gostaria de relatar algo que aconteceu na manhã seguinte. Algo que revelou ser a mais brilhante epifania que eu já tive.

Enquanto minha esposa (de novo, ainda não me acostumei) e eu tomávamos café da manhã em uma pousada, conversávamos sobre nosso entusiasmo, por estar começando o resto de nossas vidas juntos, e sobre o quão assustador era o fato de que agora tudo era diferente. No mesmo momento, ouvimos, por acaso, que a conversa da mesa ao lado também relatava um casamento ocorrido na noite anterior. Que coincidência!

O fato é que nada mudou”, dizia a noiva.

Intrigada, minha esposa perguntou, “Você se casou na noite passada? Nós também!”

Parabéns!” disse a outra noiva. “Sim, também me casei ontem.”

Onde está o noivo?” perguntou minha esposa, inocentemente – digo, ingenuamente.

Ah, está dormindo. De maneira nenhuma conseguiria sair comigo essa manhã!” Ela fez uma pausa e deu um sorrisinho. “Só posso dizer que ele se divertiu muito ontem à noite e está com uma dor de cabeça forte.”

Cortou meu coração. Em primeiro lugar, a “diversão” daquele imbecil foi simplesmente ficar chapado. Não foi aproveitar, consciente e lúcido, a companhia da família e amigos de longa data, não foi contemplar maravilhado sua bela esposa e querer mergulhar em cada centelha de luz que dos olhos dela saíam enquanto ela lançava olhares de acelerar qualquer coração através da pista de dança, não foi tirar todas aquelas fotografias piegas cortando o bolo, nem mesmo carregá-la no colo até a porta da suíte enquanto, ansiosos, antecipavam o fim da noite. É provável que ele nem se lembre de nada. No lugar disso tudo, ele encheu a cara. Ele foi “aquele bêbado chato…” em sua própria festa de casamento.

Foi aí que me dei conta. Nosso casamento foi, de fato, um evento único. Foi uma celebração cristã genuína de duas vidas completamente distintas tornando-se uma só. Física, emocional, financeira e espiritualmente, tudo que nos fez sermos quem somos individualmente estava vertendo-se no que nos uniu. Nossas famílias vieram de longe para celebrar a decisão de dois jovens de, verdadeiramente, unirem-se um ao outro e, abnegada e mutuamente, entregarem-se de uma maneira que nunca haviam feito antes daquela noite.

As pessoas da mesa ao lado da nossa? Bem, o casamento deles foi apenas uma grande festa. E a manhã seguinte? Só mais um dia de ressaca.

Nossos “casamentos” foram semelhantes apenas no nome. Eles sabem disso, e nós também.

Case-se do jeito certo. Se você é jovem e está se perguntando se deveria esperar ou se deveria fazer como todo mundo, desistir e tornar-se um(a) promíscuo(a) “amigado”. Se você está se questionando se vale a pena suportar toda a zombaria, o ridículo, o incrível sacrifício de se guardar para o seu cônjuge, digo-lhe, sem dúvida, que sim, vale. Seu casamento pode ser o dia e a noite mais marcante da sua vida… ou apenas mais uma festa.

Ops. Estaria eu fazendo um “julgamento”? Tenha certeza de que fiz.

Tradução: Mônica Martins.

Revisão: Jonatas

Revisão gramatical: Gleice Queiroz

Link da versão em Inglês: http://louderwithcrowder.com/waiting-till-wedding-night-getting-married-right-way/#.Vq5zTrIrLIV

Postado originalmente em: http://www.foxnews.com/opinion/2012/09/14/staying-celibate-before-marriage-was-best-thing-ive-ever-done.html

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