Elites do Partido Republicano sem entender a atratividade de Trump diante da base eleitoral — Comentário de Rush Limbaugh

 

Donald-Trump

Imagem: Reprodução de Telegraph

“Quem não ouve o programa de Rush Limbaugh no rádio não tem a menor idéia do que se passa na política americana.” (Olavo de Carvalho)

Trazemos mais das análises de Rush Limbaugh sobre a nomeação republicana. As palavras a seguir foram ditas ontem [28/08/2015] pelo radialista em seu programa.

 

RUSH: Falamos com Dennis de Columbia, Missouri. É ótimo recebê-lo na Linha Direta da Sexta, senhor. Alô.

DENNIS: Sim, senhor. Igualmente.

RUSH LIMBAUGH: Obrigado, senhor.

DENNIS: Liguei para saber sobre as distinções que precisamos fazer entre os tipos diferentes de republicanos que temos. Ouvimos que há os republicanos do establishment, republicanos de fachada [chamados pejorativamente pelos conservadores de RINOs — Republican In Name Only, republicanos só no nome], republicanos de direita e republicanos moderados. Mas temos de quatro a cinco milhões de republicanos que não votaram na última eleição, a eleição presidencial de 2012. E, você sabe, ouvimos também que nos anos 80 havia os democratas pró-Ronald Reagan. Mas nunca ouvimos falar de algo como republicanos pró-Jimmy Carter.

Nunca ouvimos falar de republicanos pró-Bill Clinton ou republicanos pró-Obama. Mas esses quatro a cinco milhões de republicanos que não votaram na última eleição presidencial se fizeram democratas de fato. E qual é o símbolo dos democratas? É um burro, ou um jumento. Então esses republicanos que não votaram são o que eu chamaria de “republicanos jumentos”. E temos muita coisa acontecendo com todos os republicanos que estão concorrendo para presidente. Tenho minhas próprias preferências e predições sobre o que eu gostaria de ver. Mas independente de quem for nomeado, se não recuarmos e apoiarmos o nomeado, um monte de republicanos jumentos nos custarão esta eleição.

RUSH LIMBAUGH: Espere, o que isso significa? Você quer dizer que se os filiados nomearem outro covardão moderado nós temos de fazer um sacrifício pelo partido e ficar por trás do cara, qualquer um que seja? Deixe-me perguntar: você acha que Trump é…? Qual é a verdadeira questão, Dennis, velho camarada? Digamos, por exemplo, que Trump consiga a nomeação. George Will é obrigado a apoiá-lo? O dr. Charles Krauthammer é obrigado a apoiá-lo? [Will e Krauthammer são comentaristas moderados de Fox News e The Washington Post críticos a Trump.] John Boehner [presidente da Câmara, republicano] e Mitch McConnell [líder republicano no Senado] são obrigados a dizer que apoiarão Trump? Toda essa conversa sobre se Trump não for nomeado e lançar uma terceira candidatura… e se ele fizer isso? Eles estão sempre nos dizendo: “Você tem de apoiar o nomeado. Mitt Romney, John McCain, você tem de apoiá-los.” Bem, e se o Trump for nomeado? E se Ted Cruz for? Ou o Ben Carson? E se algum desses conservadores for nomeado?

DENNIS: Na verdade, estou torcendo por Cruz.

RUSH LIMBAUGH: Você acha que esses homens têm a obrigação de apoiar o nomeado, também?

DENNIS: Acho que sim, porque somos um partido de conservadores. Se eles não apoiarem, corremos o risco de ter outro Obama ou outra Hillary Clinton, ou alguém ainda pior, como Bernie Sanders [um dos raros políticos abertamente socialistas dos EUA]. Temos de apoiar nosso nomeado. Como eu disse, tenho minhas preferências. Eu sei o que quero que seja nomeado.

RUSH LIMBAUGH: Um momento. Não há… Só mais algumas palavras e então terei de ir para o intervalo. Não há ninguém naquele lado pior que Hillary ou Obama. São idênticos. Sanders não é pior. Não cometa esse erro.

[INTERVALO]

RUSH LIMBAUGH: Se você for para Las Vegas e quiser fazer uma aposta sobre quais serão os nomeados dos dois partidos, você sabe quais Las Vegas acha que serão? Jeb Bush e Hillary. Dinheiro fácil, Jeb e Hillary. Quando tudo for dito e feito, esses são quem o pessoal do dinheiro fácil acham que serão nomeados. E eles fazem essa previsão, a propósito, baseados em dinheiro. Digo, a estratégia de Jeb Bush é inteiramente baseada em levantar mais fundos que todo mundo.

Vocês se lembram de que no início de tudo isso Jeb declarou que queria ser um dos primeiros candidatos a vencer a nomeação do Partido Republicano sem precisar da base. Há apenas um jeito de fazer isso, e é absorver todo o dinheiro, negar dinheiro suficientemente para todos os outros, tanto no total como agregadamente, e então simplesmente eliminar todos os outros de terem uma chance. É a teoria de que o dinheiro é o fator primário e determinante sobre quem vence na política.

97289_5_A mesma coisa no lado democrata. Hillary tem o aparato da arrecadação de fundos. Ele tem estado em seu lugar durante anos. Ninguém sabe quanto dele ela ainda realmente tem e de onde ele vem.

Essa tem sido a estratégia política de equipe de Jeb Bush desde o início. E na verdade, a estratégia de Jeb Bush é executada com o auxílio da Federação do Comércio, e o establishment republicano encoraja um grande número de nomeados republicanos — candidatos, um grande número de pessoas, tanto quanto for possível que esteja dividindo o dinheiro e dividindo o voto. Imagine um bocado de gente do Tea Party [ala mais conservadora do Partido Republicano] dentro disso. Então imagine alguns outros conservadores do mainstream, alguns outros moderados, o que quer que seja necessário para dividir tudo — quanto mais melhor —, porque em algum momento eles vão cair fora. Alguns sairão antes das primárias; simplesmente não têm dinheiro. Para onde irão esses eleitores? É aí que a campanha Bush começa a teorizar que pode aspirá-los.

Agora, a única coisa que não estava sendo considerada nisso tudo era Trump. Lá atrás, quando eles armaram essa estratégia, ninguém estava considerando Trump. E mesmo que eles o tenham considerado — “bem, vamos tentar prever se o Trump concorrer” —, ninguém que estivesse tentando prever poderia imaginar Trump concorrendo do jeito que está concorrendo — nem nas pesquisas nem em termos de eletrizar e agitar a base.

Mas a equipe Bush ainda não está nem preocupada. Digo, alguns deles sim, mas de forma geral eles ainda pensam que a estratégia deles de ganhar todos os aparatos do estado para então controlar os delegados e todo o poder que foi construído durante todas essas décadas pelo aparato político de Bush é simplesmente imbatível, e que tudo isso é apenas um show que está passando.

Isso explica o temperamento bastante plano de Jeb — nem para cima, nem para baixo. Eu ainda escutei gente dizendo: “Sabe, Rush, eu nem mesmo acho que Bush quer correr essa corrida. Jeb Bush nem mesmo me parece alguém animado. Não parece que ele está se divertindo.” Já ouvi gente inteligente dizer: “Quer saber, Rush? Acho que alguém o fez concorrer. Penso que quem quer que opere o aparato todo, que quer seu poder de volta em Washington… Jeb é quem ele escolheu para esse retorno. Mas não acho que o coração dele esteja colocado nisso, Rush.” Tenho ouvido… vocês não acreditariam… provavelmente sim… Vocês provavelmente têm ouvido o mesmo, dependendo de com quem falam. Mas apesar de quaisquer que sejam os planos, ninguém colocou o desempenho de Trump na equação. Ninguém poderia. E eles estão confusos por causa disso.

[INTERVALO]

RUSH LIMBAUGH: Falo agora com Jason de Sunbury, Pensilvânia. Que bom que o senhor esperou. Alô.

JASON: Alô, Rush. Ouvinte de muitas ocasiões, falante pela primeira vez. Tenho ficado extasiado sobre como todos os republicanos do establishment estão empinando os narizes a respeito de Trump. Por exemplo, em Nova Hampshire, onde o Jeb Bush estava reclamando sobre por que todo mundo estava em seu encalço, sobre não acreditarem em ele ter sempre sido um conservador… Eles não entendem.

RUSH LIMBAUGH: Ah… O senhor pergunta a mim o porquê disso?

JASON: O que o senhor pensa a respeito?

RUSH LIMBAUGH: Sobre o quê especificamente?

JASON: Isso é que nem a separação entre o establishment e o Partido Republicano. O establishment assume que todo mundo que gosta de Trump é um eleitor mal-informado.

RUSH LIMBAUGH: Bem, essa atitude das elites — o establishment de dentro da elite do governo, as classes dominantes, ou seja lá qual for o nome que você queira dar a isso — precede o caso de Trump. Agora, em meus 27 anos fazendo este programa… Estive pensando a respeito disso outro dia. Isso sempre foi assim, eu enxerguei isso tardiamente, ou é uma coisa nova? Essa separação é…?

O motivo por que perguntei dessa forma é porque eu sei perfeitamente que lá nos anos 80 o establishment do Partido Republicano desprezava Reagan, antes de ele ser eleito e mesmo depois. O establishment tinha vergonha dele. Digo, eles o apoiaram silenciosamente. Você sabe, a natureza humana é tal que todo mundo quer se aquecer diante da luz brilhante da vitória. Então Reagan tinha isso a favor de si.

E ele tinha suas tietes que eram — algumas delas — membros do establishment e assim por diante. Mas elas não podiam esperar para ele encerrar seu segundo mandato e elas assumirem o controle. Então isso não é novo nesse sentido. Mas que aspectos disso são piores do que eles têm sido desde que eu tenho prestado atenção a esse enfoque? E penso que é diferente e pior. Deixe-me explicar o que quero dizer quando voltarmos do intervalo.

[INTERVALO]

RUSH LIMBAUGH: Ouçam, aqui está o ponto de partida. Nos 27 anos em que faço este programa, nunca vi o Partido Republicano — digo, o próprio establishment, o Comitê Nacional Republicano — tão hostil à sua base. E isso quer dizer algo. Eles estavam hostis à base em 2010 — muito hostis. Eles eram hostis à base nos anos 80, época de Ronald Reagan. Mas aí vocês voltam a 1992 e 93, na campanha com a qual os republicanos ganharam a Câmara pela primeira vez em 40 anos. O que ocorreu foi que a base republicana puxou esse resultado?

Não foi. O que ocorreu foi Newt Gingrich. Ele até então era um deputado como qualquer outro, oficialmente sem tanta influência, sem nenhuma posição de liderança. Ele era membro da minoria republicana no Congresso. E ele era um membro da minoria que estava sob Bob Michel. Os tempos de Newt foram quando os congressistas republicanos não conseguiam somar 200 membros. Digo, às vezes eles mal somavam 150. A conquista de Gingrich foi monumental. Foi ajudada, é claro, por mudanças dramáticas na mídia e por vários escândalos democratas como o escândalo das contas bancárias da Câmara [chamado de Housebanking ou Rubbergate, esse escândalo estourou quando foi descoberto que congressistas — a grande maioria, democrata — estavam impunemente sacando mais dinheiro do que tinham de suas contas vinculadas à Câmara] ou o escândalo dos correios do Congresso [House Post Office scandal, escândalo majoritariamente democrata relativo a numerosas fraudes e desfalques na agência de correios do Congresso]. Mas isso não foi muito depois da entrada daqueles novatos…

Quem permaneceu na política daqueles que estiveram entre os até então novatos, por exemplo? Digo, John Boehner, John Kasich, Dick Armey. Todos esse nomes que vocês conhecem, olhem para o que foi feito deles. Enquanto eles estiveram lá, eles se moderaram. Eles ficaram cada vez menos conservadores com a passagem do tempo, porque eles viveram na cúpula do governo, trabalharam dentro da cúpula do governo. E não importa o que mais você queira dizer; os establishments, e particularmente o establisment esquerdista, comandam Washington.

Mas a hostilidade que existe hoje, acredito que é ainda mais aberta do que jamais vi. E eu nunca, até recentemente, acreditaria que o Partido Republica iria seriamente favorecer uma derrota e defini-la como uma vitória, como acredito que eles estão fazendo hoje. Penso que o Partido Republicano ficaria feliz em perder, mesmo um par de eleições. Se eles pudessem, vocês nem veriam o que hoje é conhecido como a base conservadora. Agora, por quê?

Vocês sabem, essa é uma enorme violação do senso comum. Por que diabos um partido quereria se desfazer das pessoas que garantem sua vitória? Desculpem-me, mas explicar isso está acima de minha capacidade. Posso lhes dar alguns motivos, mas nenhum deles faz qualquer sentido para mim até que comecemos a falar sobre atitudes. “Quem é a elite e quem não é? Quem nos atrapalha e quem não? Quem queremos em nosso clube e quem não queremos? Por que não os queremos?” Esse tipo de coisa.

O dinheiro sempre foi um fator determinante na política. O dinheiro sempre foi a ama de leite da política. Digo a mim mesmo: a procura do dinheiro, enriquecimento pessoal, parece ser o objetivo primário das pessoas. O padrão é: você concorre para o cargo e se elege. Você serve, mas a quem? Você acaba servindo de tal forma que você ou tem cuidado no exercício do mandato ou tem um emprego muitíssimo confortável com um salário enorme além das regalias e benefícios para quando você sair. E isso seria você acabando na K Street e fazendo lobby. [K Street é a rua conhecida como o centro de lobby em Washington.]

Então nesse caso, a quem você está servindo? Como as pessoas que chegam em Washington sem um tostão furado saem de lá multimilionárias? Dentro do cargo é que elas acumulam tudo isso. Os fatos de que o Tesouro dos Estados Unidos fica em Washington e de que há trilhões de dólares lá explica muito do porquê as pessoas quererem ir para lá, e está claro que o Partido Republicano abandonou suas políticas e entregou seu futuro aos doadores. Os doadores até mesmo já têm um nome: A Classe Doadora. Você tem a classe doadora, a base e a classe dos comentaristas. Há sérias divisões no Partido Republicano.

Eu nunca ver isso acontecer entre os democratas, no entanto, é o “x” da questão. Pode até existir, mas eu nunca vejo o Partido Democrata agir como se tivesse vergonha de sua base. Eu teria vergonha daquela base se eu fosse democrata. Nunca vi o Partido Democrata mover uma palha para se livrar de qualquer elemento da coalizão que vote neles. Eu simplesmente não vejo. Pode acontecer, talvez por trás das cenas, mas eu não vejo. Eu vejo um partido que faz o possível para conseguir votos de quase cada lugar que puder, e aquelas pessoas que eles percebem que nunca ganharão eles procuram destruir — e elas seriam nós, os conservadores.

Era a isso que me referia quando disse que acho que o Partido Democrata nos considera seu maior inimigo. O maior inimigo do Partido Democrata não é o ISIS, não é o terrorismo, não é uma ameaça externa genuína. Somos nós. Eles nos veem como a verdadeira ameaça ao poder deles, e acredito que o establishment republicano nos vê da mesma forma. Nós somos a ameaça ao poder deles. Nem o ISIS, nem os terroristas. Nós a somos. E assim, somos os únicos quem têm de ser atacados, impugnados ou seja lá o que for possível.

Acredito que cada vez mais gente está despertando para isso e enxergando a coisa pelo que ela é. E penso que os indivíduos das elites sempre acreditaram que todo mundo quer ser como eles. Todo mundo quer ser do clube deles, e então todo mundo faz coisas para obter favores dos indivíduos da elites, da classe dominante ou de seja lá o que for. Isso mudou agora. Há desdém pelas elites, e eu não acho que eles sabem muito bem como lidar com isso. Então eles estão em estado de total negação a respeito disso.

Há uma coluna de Peggy Noonan de hoje. Eu não ia mencionar por uma série de razões, mas irei em frente e mencionar porque ela ajuda a resolver a questão. Na falta de melhores qualificativos para apresentá-la, direi que Peggy Noonan é parte da classe dominante de Washington. Esse é o mundo dela e sempre foi. Quando eu conheci Peggy Noonan, ela disse: “Oh, então você é o homem que tem aquele bando de caminhoneiros ouvindo seu programa. É isso mesmo?” Nunca tinha ouvido algo assim antes. Caminhoneiros? A propósito, ele falou em “caminhoneiros ouvindo seu programa” pensando em me rebaixar.

Então Peggy saiu de Washington recentemente. Ela tem falado com pessoas comuns, gente como vocês, e tem ficado chocada com o que tem visto. Ela agora acredita. Ela agora pensa que o que acontece fora de Washington é de verdade. A forma como ela descreve o que está acontecendo é “A América está em jogo”, referindo-se a todo esse apoio a Trump.

Mais do que isso: toda essa oposição aos luminares de Washington é real. Não é brincadeirinha. Não é algo pequeno. Não é um bando de malucos. Está cada vez mais espalhado, e ela está aturdida! Ela escreve que está aturdida por saber que há latinos sentindo-se dessa forma, assim como afro-americanos, e nisso há negros, latinos e asiáticos.

Em outras palavras: dentro da elite do governo eles acham que toda essa coisa anti-Washington é um monte de malucos conservadores que não estão a sério. Peggy saiu de lá — ela tem falado com o povo, viajado pelo país — e descobriu que cada dado demográfico sob o sol é representado por essas pessoas que estão insatisfeitas a com liderança que recebem de Washington. Não apenas de republicanos e democratas, mas do conjunto inteiro.

Elas escreve sobre como descobriu algo, como seus olhos agora estão abertos a isso, e ela acha que é de verdade. Isso significa que muitos outros na elite do governo provavelmente também pensam como Peggy pensava. Então a pergunta do ouvinte foi sobre Jeb. “Ei, vocês sabem, eu também sou um conservador!” A campanha de Jeb não vai reagir a nada disso. Eles estão simplesmente confiando no fato de que tudo isso terá de convergir para a nomeação de Jeb baseados no fato de que ele terá todo o dinheiro. Esse é o pensamento e a estratégia deles.

Oh, e Peggy também ficou chocada em saber que essa oposição a Washington não é baseada em questões. É baseada em atitudes. Não é baseada em detalhes. Vocês sabem, o pessoal de dentro da elite do governo diz: “Vamos lá, Trump! Conte-nos detalhes de seu pensamento.” Peggy ficou chocada ao saber que eles não importam. Vai além de detalhes. Vai além de uma política. É muito maior que isso. É muito mais importante que isso.

Há um medo genuíno de que estamos perdendo nosso país. E o pessoal da elite do governo? A coisa mais distante das cabeças deles é pensar que estamos perdendo o país. Eles sentem que é a coisa mais tola que já ouviram. “O que você quer dizer, ‘perder o país’? Temos a dívida nacional por tanto tempo quanto tivemos uma nação e ela não machucou ninguém. Não se aterrorize! Que déficits? Não importa! Temos tudo sob controle. Não se preocupe.”

Eles realmente não entendem, e se vocês olharem para as circunstâncias de vida, para a economia entre a elite do governo, qual é a taxa de desemprego lá? De 3%? Qual é salário médio ali? Garanto-lhes que é muito mais alto do que fora da vida entre a elite do governo. O exato oposto do que os pais fundadores pretendiam ocorreu. Uma grande divisão foi criada, e as pessoas liderando e dirigindo o país não têm muito em comum com as pessoas que votam nelas.

E alguns na elite do governo estão começando a perceber. Alguns, quando percebem, dizem: “Bem, que se danem! Não é meu trabalho fazê-los entender o que estou faznedo. Eles não são capazes disso, de qualquer forma.” E as pessoas notam isso, e a raiva é genuína e existe. E ela vai além de partidos, ideologias ou qualquer dado demográfico. É grande o suficiente para ser vista.

[INTERVALO]

RUSH LIMBAUGH: Linha Direta da Sexta. Aqui quem fala é Rush Limbaugh. Sobre o que eu disse ainda há pouco, dar-lhes-ei um exemplo. Há uma história que Peggy Noonan conta em sua coluna, e é sobre quando ela descobre que muitos latinos na verdade gostam de Trump, e ela não consegue acreditar nisso. Ela fica chocada e aturdida, assim como alguns latinos com os quais ela está conversando. Eles não acreditam nisso.

Vejam, o Partido Republicano de forma burra ainda hoje acredita que o motivo por que não vencem a presidência é porque eles não estão conseguindo votos latinos suficientes. E por essa razão apenas eles prosseguem dizendo que precisamos dar anistia, e tudo o que eles fazem com isso é garantir que o Partido Democrata dominará este país. É o registro de um eleitor do Partido Democrata, e pela minha vida, lhes juro, os republicanos não enxergam isso.

A Câmara vê um bocado de trabalhadores que ganham baixos salários, a Federação do Comércio e toda aquela gente, mas os republicanos de fato acreditam que precisam dos votos dos latinos para ganhar a presidência — essa seria a maior perda. Então quando eles se deparam com latinos que apoiam Trump, o mundo deles vira de ponta cabeça. Isso simplesmente não encaixa. Eles acham que todos os latinos odeiam conservadores, o conservadorismo e provavelmente também odeiam Trump. Digo-lhes: eles não entendem como é possível.

Agora, como eles chegaram ao fundo do poço assim, não tenho a menor ideia. Bem, acho que eles estão caindo nos truques da mídia democrata que foram executados por muitas décadas, por anos, e agora se tornou simplesmente o senso comum. Esse é um dos truques políticos mais poderosos dos democratas. Se não é um truque poderoso, então os republicanos não são de fato republicanos, apenas dizem que são. Essa é a única forma de explicar isso. E eu não acho que seja o caso. Eu queria ter algumas horas mais sobre isso porque podemos ir tão fundo nisso quanto vocês queiram, mas o tempo impedirá que isso ocorra.

Fonte: Site de Rush Limbaugh

Tradução: Ramiro Freire

Leia também: Donald Trump ainda no topo das pesquisas. Rush Limbaugh: “O Partido Republicano está aprendendo algo? Porque deveria.” [Comentário de 27/08/2015]

1 comentário

  • Renan

    O Tea Party não é a ala mais conservadora do Partido Republicano, pelo contrário, é a ala mais libertária.
    Agora, o Dennis está certo. Não apoiar o candidato nomeado é dar a vitória aos democratas. Se não querem que um republicano de fachada ganhe a nomeação, que façam pressão e militem por quem querem que seja o nomeado, simples assim.
    O único erro de Dennis estava em dizer que não existiam republicano pró-Obama. Por mais ridículo que isso seja, havia uma ala conhecida como “Obama Republicans” formada por republicanos de fachada. Alguns se tornaram democratas, outros independentes, e uma pequena minoria permanece no GOP.
    “e aquelas pessoas que eles percebem que nunca ganharão eles procuram destruir — e elas seriam nós, os conservadores.” E quanto aos DINOs que conseguiram ganhar eleições governamentais (Ted Strickland) e até mesmo presidenciais (Grover Cleveland)?

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