Como Dar um Fim a Onda Casamenteira Homossexual Antes Que Seja Tarde Demais

familia alvoO movimento conservador travou o bom combate contra o “casamento” gay, mas agora está em uma recente e rápida retirada. Não por escolha, mas por motivo de força maior. Em 2004, Massachusetts foi o primeiro estado a emitir certidões de casamento para casais homossexuais. E agora, o governo federal também validou o “casamento” gay para propósitos de lei federal.

Quando o movimento em prol do “casamento” gay começou a ganhar força na virada do século, muitos estados fizeram emendas em suas constituições para definir o casamento como a união entre um homem e uma mulher. Bem, isso mostrou ser ineficaz já que os tribunais federais e estaduais estão derrubando essas emendas.

Há algo que possa ser feito para acabar com essa onda? Sim, mas não poderá ser feito com estratégias ultrapassadas.

No passado (e no presente), quando magistrados ativistas impunham sentenças para alterar os padrões culturais, os conservadores sociais costumavam exigir a escolha de melhores juízes. Isso já não ocorre na instância estadual, nem na instância federal. Na verdade, o nível dos juízes piorou bastante.

Antes de apresentar a solução, aqui vai um breve resumo de minha cosmovisão: culturalmente, sou um conservador cristão. Politicamente, sou um republicano libertário.

E como tal, considero uma abominação o fato de o governo ter redefinido o casamento. Tampouco creio que caiba ao governo definir o que é casamento. Logo, tenho duas objeções às pautas do movimento LGBT; a primeira é seu plano de expandir o papel do governo no casamento; a segunda é que eles definem “casamento” incorretamente, estabelecendo assim um padrão social imoral (anticristão).familia eu acredito

Eu e outros libertários propomos que conservadores e libertários se unam em torno de um objetivo comum, que é tirar o governo do casamento de uma vez por todas. Sei que libertários compreendem o benefício de retirar o governo do casamento, então gostaria de explicar aos conservadores porque isso seria melhor para eles também.

A porcentagem de americanos gays é incerta, no entanto é praticamente certo que esteja abaixo de 10% – provavelmente menos que 5%. Seja qual for esta porcentagem, eles não representam um nicho eleitoral significante. O “casamento” gay está em voga porque muitos heterossexuais o estão apoiando. O Instituto Gallup estudou esse assunto por anos.

Os homossexuais começaram o movimento em prol do “casamento” gay por querer aprovação governamental, já que a sociedade nunca os ofereceu nenhuma.

O apoio popular ao “casamento” gay não existe porque as pessoas se identificam com os homossexuais. O apoio popular existe porque há uma percepção de desigualdade e injustiça. Há também a percepção de que se o governo não fornecer certidões de casamento para os homossexuais, eles estarão proibidos de se casar. Esse não é o caso, a não ser que a definição de casamento esteja intrinsecamente ligada à aprovação governamental, algo ridículo em minha opinião. Lembre-se que qualquer um pode se declarar casado com ou sem o consentimento do governo. A questão aqui é a definição governamental de casamento.

Como muitas outras questões políticas dos dias atuais, o tema em questão é a “igualdade” cujo referencial histórico é o movimento de direitos civis.

Podemos combater fogo com fogo oferecendo nossa própria versão de igualdade para suprir a necessidade deles por igualdade. Uma vez que o governo esteja fora do casamento, não haverá desigualdade, e o apoio popular pelo “casamento” gay viraria pó.

Em Oklahoma, os legisladores estão considerando essa proposta. Mike Turner apresentou um projeto de lei (favor desconsiderar o título enviesado da matéria) para dar fim às certidões de casamento em resposta à decisão do tribunal federal de derrubar suas leis vigentes de casamento.

Durante o debate de 2011 sobre a emenda no casamento na Carolina do Norte, Glen Bradley também apresentou um argumento convincente para acabar com a regulação estatal do casamento.(Assista ao vídeo aqui).

ortegaAlgumas pessoas podem estar um pouco apreensivas com esta proposta. Deixe-me esclarecer algumas dúvidas freqüentes.

P: Sem o reconhecimento estatal, as pessoas se preocupariam em se casar e permanecer casadas?

R: Em 2012, a Heritage Fundation publicou um excelente artigo destacando o declínio de casamentos e o aumento de divórcios no passar dos anos. As certidões de casamento não fizeram nada para proteger o casamento. No máximo, deixaram as pessoas indiferentes quanto à sua importância.

P: E quanto à adoção de crianças por gays?

R: Haverá a possibilidade de casais homossexuais adotarem crianças. No entanto, a chance disso acontecer é reduzida ao se eliminar as certidões de casamento. Caso o movimento casamenteiro LGBT prevaleça, a onda naturalmente se estenderá à adoção de crianças. Se o movimento LGBT fracassar, eles terão que partir do zero com respeito à adoção. Além disso, os legisladores terão base para argumentar que as várias formas de discriminação são necessárias e inerentes ao processo de seleção de pais adotivos.

P: E quanto ao código tributário, aposentadoria, visitas hospitalares, e outras despesas legais?

R: Para tais propósitos, as pessoas poderão fazer contratos civis com quem desejarem.

Com certeza, surgirão outras objeções. Mesmo assim, o que poderia ser pior do que a opção atual?

Minha esperança é que ativistas conservadores e libertários possam se unir nessa questão e façam disso uma prioridade legislativa em estados republicanos que estejam interessados em frear a onda do “casamento” gay. A Virginia é o próximo estado na mira dos tribunais. Talvez lá seja o melhor lugar para se começar.

Fonte

Traduzido por Chesterton Tropical

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