Cinco passos para acabar com a “islamofobia”

Por Robert Spencer [*]

Um simples guia para muçulmanos que estão preocupados com um conceito inventado pela Irmandade Muçulmana

Um simples guia para muçulmanos que estão preocupados com um conceito inventado pela Irmandade Muçulmana

Nenhum espetáculo de humor, não importando o quão inteligente ou premiado seja, vai erradicar a suspeita que muitos americanos têm de muçulmanos. Isto se dá pois os americanos estão preocupados com o Islã não por conta de um Islamofóbico imoral, mas por causa de Naser Abdo, o “quase” segundo serial killer de Fort Hood; e Khalid Aldawsari, “quase” serial killer muçulmano em Lubbock, Texas; e Muhammad Hussain, o “quase” bombista Jihadista em Baltimore; e Mohamed Mohamud, o “quase” bombista Jihadista em Portland; e Faisal Shahzad, o “quase” serial killer Jihadista de Times Square; e Abdulhakim Mujahid Muhammad, o assassino da estação de recrutamento militar de Arkansas; e Naveed Haq, o assassino em massa jihadista no Centro da Comunidade Judaica em Seattle; e Mohammed Reza Taheri-Azar, o “quase” assassino em massa jihadista em Chapel Hill, Carolina do Norte; Ahmed Ferhani e Mohamed Mamdouh, que prepararam uma conspiração Jihadista para explodir uma sinagoga em Manhattan; e Umar Farouk Abdulmutallab, o “quase” bombista jihadista em um avião no natal; e muitos outros que também conspiraram e/ou cometeram assassinato em massa em nome do Islã e motivados por seus textos e ensinamentos – tudo nos EUA nos últimos anos.

O fato de que existem outros muçulmanos que não estão lutando a Jihad é simplesmente ótimo, mas isso não quer dizer que a Jihad não está acontecendo. O espetáculo de humor simplesmente não aborda o problema do Terrorismo Jihadista e a Supremacia Islâmica.

Como eu e David Horowitz mostramos em “Islamophobia: Thought crime of the Totalitarian Future”, o termo “Islamofobia” é um neologismo politicamente manipulador criado para silenciar as críticas à Supremacia Islâmica e à Jihad.

Claire Berlinski explica como os supremacistas islâmicos da Irmandade Muçulmana elaboraram o termo justamente com este objetivo:

“Agora aqui está uma questão sobre a qual você poderia refletir profundamente: O neologismo “Islamofobia” não surgiu simplesmente do nada. Ela foi inventada, deliberadamente, por uma organização da Irmandade Muçulmana, o Instituto Internacional para o Pensamento Muçulmano, sediado na Virgínia do Norte, EUA. Se este nome não te chama a atenção, deveria: Eu já o mencionei antes, e é particularmente importante pois foi co-fundado por Anwar Ibrahim – o herói do Islã moderado que está agora rodando o globo se comparando com Aung San Suu Kyi. Abdur-Rahman Muhammad, um ex-membro do IIPM (Instituto Internacional para o Pensamento Muçulmano), que renunciou o grupo em desgosto, era uma testemunha ocular da criação da palavra. “Este termo repugnante”, ele escreve, é nada mais que uma artimanha concebida nas entranhas muçulmanas com o propósito de acabar com as críticas.

Estatísticas do FBI mostram que não existe “Islamofobia”. De fato, muitos “crimes de ódio contra islâmicos” foram uma farsa perpetrada por muçulmanos. E Judeus são oito vezes mais propensos a serem vítimas de crimes de ódio que muçulmanos.

A Irmandade Muçulmana é dedicada, em suas próprias palavras, a “eliminar e destruir a civilização ocidental por dentro”. Uma forma fácil de fazer isso seria dar um sentimento de culpa aos não-islâmicos para que se sintam envergonhados de resistir à atividade Jihadista e à supremacia islâmica, com medo de serem acusados de “islamofóbicos”. Eu duvido que esses comediantes estejam cientes desta agenda, mas são ferramentas úteis para ela.

“Documentário e turnê de comediantes americanos muçulmanos”, por Tara Bahrampour no Washington Post, 27 de Dezembro:

“Cuidado, América. Os muçulmanos estão vindo, e eles se parecem e agem de forma suspeita com[o] vocês.”

Shhhh. Ninguém disse que eles não são. Este é apenas um espantalho projetado para demonizar os adversários da Jihad.

Negin Farsad, uma comediante americana-iraniana da Califórnia, usa vestidos curtos atraentes, fala palavrões deliberadamente e tem conversas sexuais estranhas com a mãe (embora soem mais como encontros com extraterrestres). Citação real: “Você tinha relações carnais inter-gênero sem a proteção do produto de segurança externo?”.

Então, ela tem mais que se preocupar com muçulmanos praticantes do que com “Islamofóbicos”.

Tais conversas, dolorosamente privadas nas sociedades muçulmanas tradicionais, são a temática para Farsad e três outros muçulmanos das gerações X e Y com os quais ela viajou para o Sul. A turnê, que depois cobriu países ocidentais e incluiu outros comediantes muçulmanos, formou a espinha dorsal de “Os muçulmanos estão vindo!”, um documentário sobre a islamofobia nos Estados Unidos que Farsad está fazendo com o comediante Palestino-italo-americano Dean Obeidallah.

Este documentário, como é de se esperar se trata de vitimização deliberada e um artifício para desviar as atenções das verdadeiras causas da suspeita de muçulmanos nos EUA. Obeidallah entrou em contato comigo e me pediu uma entrevista, e assegurou-me que ele me daria uma audiência justa. Mas, então, ele passou no Twitter e chamou Pamela Geller uma “odiadora de muçulmanos” – ecoando a alegação fraudulenta dos supremacistas islâmicos que a luta pela liberdade de expressão e igualdade de direitos para todas as pessoas é “ódio”. Uma vez que seu verdadeiro intento foi revelado, desisti da entrevista.

O documentário, que inclui entrevistas com humoristas como Jon Stewart e Louis Preto e a comentarista da CNN, Soledad O’Brien, explora a liberdade de religião e o que significa ser uma minoria nos Estados Unidos.

Observe a implicação: as minorias vivem tão difícilmente nos Estados Unidos. Nenhuma menção será feita, sem dúvida, da posição muito mais precária das minorias não-muçulmanas nas sociedades islâmicas.

O comediante americano-muçulmano é um fenômeno relativamente novo, onde predominam os imigrantes de segunda geração que são americanos o suficiente para satirizar a experiência Americana Muçulmana, disse Obeidallah, que vive em Nova York. “Estamos confiantes o suficiente para fazer isso” ele disse. “Um imigrante estaria menos seguro de si para usar a comédia para tentar confrontar as percepções de quem nós somos. Estamos confiantes o suficiente em ser americanos e saber o que isso significa, que podemos pressionar aqueles que estão exibindo um comportamento que é menos do que coerente com os valores desta nação.’’

Repare que nas palavras de Obeidallah, as pessoas que estão “exibindo um comportamento menos do que coerente com os valores desta nação” são aquelas lutando por liberdade e direitos constitucionais, não grupos relacionados à Irmandade Muçulmana dedicados a trazer para os EUA elementos de um sistema legal que nega liberdade de expressão, liberdade de consciência e igualdade de direitos para mulheres e não-muçulmanos.

Um grande fator levando muçulmanos americanos para a comédia foi o ataque terrorista de “Onze de Setembro”. “Ninguém sabia sobre nenhum ‘comediante’ do Oriente Médio antes de 11/09” disse Obeidallah. “O fenômeno realmente cresceu nos últimos 10 anos, por causa do retrocesso anti-islâmico.

Não houve retrocesso, é claro. Muçulmanos inocentes não estão sendo vitimizados nos EUA. Islâmicos vivem melhor aqui que em muitos países muçulmanos. Obeidallah – sem noção ou cúmplice? Você decide.

Eu acho que muitas pessoas em nossa comunidade começaram a fazer isso como uma forma de ativismo político. Como eles começaram a aparecer na televisão, ele disse, “isso estimulou outros comediantes do Oriente Médio a se envolver”. Agora, ele disse, existem cerca de 10 profissionais em tempo integral e um crescente número de aspirantes a profissionais. Indo ao Sul, onde protestos anti-mesquita e o sentimento anti-imigrante têm feito alguns islâmicos não se sentirem bem-vindos, os comediantes esperaram quebrar algumas barreiras culturais que foram erguidas desde 11/09.

O ponto era ver “como seriamos recebidos nas capitais?” Obeidallah disse. “Iriamos encontrar pessoas irritadas dizendo, ‘Saia daqui, seu muçulmano’, ou gente compreensiva?”

Viajando pela Flórida, Georgia, Alabama, Mississippi e Tennessee, eles fizeram apresentações gratuitas em cafés, centros comunitários e teatros. Eles armavam mesas em locais públicos, com jogos de advinhação relacionados com as escrituras e a oportunidade para as pessoas de “Perguntar a um Muçulmano” qualquer coisa que quisessem.

“Eu meio que poderia gostar de Muçulmanos, mas por que vocês gostam tanto de terrorismo?” uns perguntaram. “O que você pensa sobre o 11/09?” era outra pergunta comum.

Que terrível! Eles receberam perguntas desconfortáveis! Oh, a “islamofobia”!

No geral, a resposta do público foi encorajadora. Enquanto poucas pessoas passavam e gritavam, “Volte ao seu país!”, os encontros individuais tenderam a ser positivos.

Oh, que horror! Eles encontraram alguns chatos rudes! Quase tão ruim quanto ser cristão na Nigéria, hein?

“A maioria das pessoas são mais mente abertas e não estão preocupadas com muçulmanos” Obeidallah disse. “Na verdade são os extremistas que estão direcionando esta narrativa.” Mausoon Zayid, uma das humoristas da turnê, disse que as pessoas estavam surpresas por ver que “eu sou uma garota tão “jersey”, eu sou tão acessível… Eu acho que eles estão realmente surpresos que eu não era tanto essa mulher oprimida tentando converter pessoas.”

Os comediantes entenderam que seria muito difícil ganhar os corações dos anti-islã mais fervorosos.

“Um show chamado ‘Os Muçulmanos estão vindo’ – pessoas optam por vir ver isso” Farsad disse. “Nós nunca seremos capazes de sensibilizar os odiadores extremos … Estamos tentando influenciar as pessoas moderadas, pessoas com questionamentos, os ‘persuasíveis’.”

Será que Negin Farsad e Dean Obeidallah realmente querem erradicar a “islamofobia”? Uma turnê de um espetáculo de comédia nunca bastará enquanto o Jihadismo e o Supremacismo Islâmico continuarem. Mas há um caminho fácil. Eles podem falar para os islâmicos nos EUA fazerem essas coisas:

  1. Focar sua indignação nos Muçulmanos cometendo atos violentos em nome do Islã, não em não-islâmicos reportando tais atos.
  2. Renunciar definitivamente, sinceramente, honestamente e em todos os pontos, não apenas palavras de consolo, não apenas ao “terrorismo”, mas a qualquer intenção de substituir a Constituição dos EUA (ou a constituição de qualquer Estado não-muçulmano) pela Sharia mesmo que seja por meios pacíficos. De acordo com isso, esclarecer o que se entende por suas condenações do assassinato de pessoas inocentes, afirmar inequivocamente que os civis americanos e israelenses são pessoas inocentes, ensinar em conformidade [com o que foi dito anteriormente] nas mesquitas e escolas islâmicas e comportar-se de acordo com esses novos ensinamentos.
  3. Ensine, novamente sinceramente e honestamente, de formas transparentes e verificáveis em mesquitas e escolas muçulmanas, persista indefinidamente no imperativo de muçulmanos coexistirem pacificamente como iguais com não-islâmicos, e aja de acordo.
  4. Comece um abrangente programa de marketing em mesquitas por todo o mundo para ensinar sinceramente contra as ideias de Jihad violento e Supremacia Islâmica.
  5. Trabalhe ativa e honestamente com funcionários da lei do ocidente para identificar e apreender Jihadistas dentro de comunidades muçulmanas ocidentais.

Se os muçulmanos fizerem estas 5 coisas, VOILÁ! A “Islamofobia” irá esvanecer.

[*] Robert Spencer. “Five Easy Steps to End ‘Islamophobia”. Frontpage Mag, 29 de Dezembro de 2011.

Tradução: João Colchete

Revisão: Rodrigo Carmo

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