China comunista promete “Respeitar a autoridade da ONU”

Por Alex Newman [*]

(Photo by TPG/Getty Images)

À medida que o povo americano e a administração Trump trabalham para controlar o clube internacional de ditadores, o ditador e assassino em massa que governa a China prometeu no discurso de Ano Novo “defender resolutamente a autoridade e o status da Nações Unidas”. Comprometendo-se a “traçar o futuro” para toda a “humanidade”, o chefe do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, também afirmou que seu regime serviria como “detentor da ordem internacional”. As declarações polêmicas suscitaram receios entre os analistas preocupados com uma ditadura cada vez mais beligerante na China que agora tem seus agentes em funções de liderança em todo o sistema de “governança global”. Em suma, a liberdade está sendo ameaçada em todo o mundo.

Em seu discurso de Ano Novo, proferido em 31 de dezembro de 2017, Xi enfatizou repetidamente a idéia de que o regime comunista chinês era um “protagonista” mundial importante e “responsável”. “A China defenderá a autoridade e o status das Nações Unidas, cumprirá ativamente as obrigações e os deveres internacionais da China, continuará firmemente comprometida com as promessas da China para combater as mudanças climáticas, promoverá ativamente a Iniciativa Belt and Road e será sempre uma fomentadora da paz mundial, contribuinte do desenvolvimento global e mantenedora da ordem internacional”, declarou Xi em seu discurso. “O povo chinês está pronto para traçar um futuro mais próspero e pacífico para a humanidade, com pessoas de outros países”.

Analisando esses comentários e considerando-os à luz dos acontecimentos recentes, fica claro que o sistema internacional de “governança global”, como se referem os globalistas, está cada vez mais dominado pelo regime mais assassino da história humana. Na verdade, como a revista New American advertiu anos atrás, o regime comunista Chinês apoiado pelos globalistas está sendo utilizado pela comunidade internacional como uma força motriz no que os globalistas e os comunistas chineses muitas vezes se referem como a “Nova Ordem Mundial”. A ONU e seus afiliados serão os principais protagonistas se o establishment impor sua vontade.

Examinando as declarações do Ano Novo de Xi, que sem dúvida foram cuidadosamente consideradas antes de ser feitas publicamente, produz indícios significativos quanto à visão de Pequim para o mundo. Nos Estados Unidos, o povo americano e seus representantes eleitos em ambos os partidos estão cada vez mais cansados da ONU. De fato, a oferta para uma completa retirada dos EUA da ONU tornou-se uma posição dominante compartilhada por americanos comuns e até líderes políticos. Mesmo os líderes globalistas de ambos os partidos falaram sobre a possibilidade de cortar o subsídio da ONU. Trump também prometeu controlar a Nações Unidas, anunciando uma retirada americana de várias agências e acordos da ONU. Assim, é muito significativo que o regime comunista chinês tenha prometido “defender resolutamente a autoridade e o status da Nações Unidas”.

Mas o que isso significa, exatamente, não é claro. Por exemplo, a China comunista deveria agir se o Congresso desafiar a “autoridade” da ONU e aprovar a Lei de Restauração da Soberania Americana (H.R. 193), que acabaria com o envolvimento dos EUA na ONU? A ONU condena rotineiramente a América por alegadas “violações” do que chama de “leis internacionais” — tudo, desde direito a armas e palmadas em crianças, liberdade de expressão e federalismo, governo limitado e revogação do ObamaCare, foram declaradas violações da “lei” global por funcionários da ONU. O regime comunista chinês declarou os direitos de possuir armas dos americanos também serem uma violação dos “direitos humanos”. O que, em todo o caso, o regime na China pretende fazer para impor esses decretos ilegítimos da ONU como parte da manutenção da suposta “autoridade” da ONU? Xi não disse.

A afirmação do ditador de que Pequim “cumprirá as obrigações e deveres internacionais da China” é menos surpreendente. Enquanto o regime comunista viola rotineiramente os direitos de sua população — abortos forçados, tortura, assassinato de dissidentes, colheita de órgãos de minorias religiosas, censura em massa, limpeza étnica, genocídio cultural no Tibete e mais — isso parece ser compatível com as chamadas “obrigações internacionais”. De fato, o artigo 29 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU deixa claro que não existem direitos reais, pois todos estes direitos podem ser limitados “por lei” e até mesmo seus privilégios podem “nunca ser usados de forma contrária aos propósitos e princípios da Nações Unidas”. Ainda assim, quando os julgamentos em praça pública da ONU arbitram contra Pequim, o mesmo tende a ignorar a “decisão”.

Sobre a “mudança climática” supostamente causada pelo homem, o regime chinês prometeu “permanecer firmemente comprometido com as promessas da China para combater as mudanças climáticas”. Isso também não é surpresa. De fato, os governantes totalitários da China estão se beneficiando dessa decisão estúpida desde 2015, quando Obama fingiu comprometer os Estados Unidos ao “Acordo de Paris” da ONU, exigindo o suicídio econômico para o Ocidente e subsídios em massa para os cleptocratas da China e do Terceiro Mundo. Sob o regime “climático” da ONU, que Trump prometeu abandonar, os chineses prometeram continuar a emitir cada vez mais CO2 (o gás da vida) nos próximos anos, enquanto a administração Obama prometeu usar decretos executivos ilegais para reduzir radicalmente a produção de energia e prosperidade dos EUA para realizar literalmente nada para o meio ambiente.

Xi também prometeu “incentivar ativamente a Iniciativa Belt and Road”. Conforme documentado pelo The New American e muitas outras fontes, este esquema, apesar de ser divulgado como uma estratégia benéfica para impulsionar o comércio, é muito mais do que isso. Com a ajuda da ONU, o regime em Pequim pretende dominar — economicamente e politicamente — o território euro-asiático, com seu poder alcançando a África e a Europa. A ONU está totalmente a bordo. “Enquanto a Iniciativa Belt and Road e a Agenda 2030 são diferentes em sua natureza e alcance, ambos têm o desenvolvimento sustentável como o objetivo geral”, explicou o secretário-geral socialista das Nações Unidas, Antonio Guterres, com o “desenvolvimento sustentável”, uma frase usada para descrever uma ideologia totalitária apoiada pela ONU que busca centralizar e expandir os controles coercivos sobre a humanidade.

A promessa do ditador chinês de servir como “detentor da ordem internacional” é altamente significativa. A narrativa oficial sobre a ordem mundial, tal como divulgada nos principais órgãos de propaganda do estabelecimento globalista, é que Trump está recuando da liderança internacional, colocando em risco o que chamam de “ordem mundial liberal”. Também parte desta narrativa falsa é que o regime de assassinato em massa na China está valentemente e relutantemente ocupando o vácuo deixado para proteger e preservar o globalismo, o multilateralismo, a governança global de um presidente desonesto na Casa Branca. No entanto, como esta revista documentou, o programa globalista está sendo projetado para o consumo público — e o resultado final será a tirania internacional se a agenda não for interrompida.

Talvez mais alarmante ainda, Xi disse em seu discurso que líderes mundiais e líderes ocidentais estavam totalmente de acordo com a visão de uma ordem mundial comunista chinesa. Na Cúpula do G20 e no Fórum Econômico Mundial em Davos, um encontro de líderes mundiais onde Xi fez um discurso, o ditador disse ter compartilhado pontos de vista “minuciosos” com “partidos aliados”, como o serviço de propaganda e espionagem de Pequim, Xinhua, gosta de dizer. “Eles são todos a favor da construção conjunta de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade”, disse Xi, prometendo que a ordem global que todos procuram “beneficiaria as pessoas em todo o mundo”. Ele não disse se Trump, que participou do G20, mas não do Fórum Econômico Mundial, concordou com a visão.

As estranhas observações do chefe do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, vêm apenas algumas semanas depois que o presidente da Assembléia Geral da ONU, Miroslav Lajcak, também um agente do Partido Comunista não arrependido, elogiou o crescente papel de Pequim em “assuntos globais.” “Eu também estou entusiasmado com a promessa da China de se juntar ao novo Sistema de Preparação da Capacidade de Manutenção da Paz da ONU (PCRS) e assumir a liderança na criação de um esquadrão permanente da polícia de manutenção da paz e construir uma força de reserva de manutenção da paz de 8 mil soldados”. Lajcak foi quotado por Xinhua, órgão de propaganda e espionagem para o Partido Comunista Chinês.

Na política interna, Xi prometeu continuar oprimindo o povo chinês sob o pretexto de assegurar seu “bem-estar”, conforme definido pelo Partido Comunista. “É por isso que devemos fortalecer nosso senso de responsabilidade e fazer um bom trabalho para garantir o bem-estar das pessoas”, disse Xi. “O bem-estar de nosso povo é o Partido e a maior conquista política do governo. Nossos cenários devem colocar o estado de vida das pessoas no centro e ajudá-los a viver uma vida melhor”. Seguindo uma recente viagem à China por Barack Obama após a viagem de Trump, os órgãos de propaganda chineses se referiram a Obama como um “quadro veterano” também, um termo normalmente reservado para líderes comunistas.

O fato de que o ditador brutal da China é tão ousado e descarado em proclamar abertamente as ambições globais de sua autocracia assassina deve ser motivo de alarme para os povos amantes da liberdade em todos os lugares. No entanto, apesar do senso de confiança expressado por globalistas e comunistas unidos em causa comum, a batalha pela liberdade e pelo governo autônomo ainda não está completa. De fato, com o povo americano acordando para os perigos do globalismo e do estatismo em números recordes, os melhores planos desenhados pelo establishment podem estar enfrentando seu maior desafio até o momento.

[*] Alex Newman. “Communist China Vows to “Resolutely Uphold Authority of UN””. The New American, 02 de Janeiro de 2018.

Tradução: Isadora Calixto

Revisão: Rodrigo Carmo

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