Acusações falsas de estupro se tornam comuns e leis feministas condenam os inocentes

Por Glenn Sacks [*]

Apesar de seus diversos aspectos dolorosos e inconvenientes, o caso de estupro envolvendo Kobe Bryant e a tempestade da mídia em torno disso chamaram a atenção para um problema grave negligenciado: falsas acusações de estupro.

Em sua recente coluna no “Daily Journal” uma professora feminista notória, Wendy Murphy, descarta o problema das falsas acusações rotulando-as como um “mito repulsivo,” e apela para um ativismo extremista [com “ódio efervescente”] para discutir o que ela percebe como um preconceito anti-mulher de um sistema de justiça criminoso. Como muitos defensores das “vítimas,” Murphy não consegue imaginar a possibilidade de que Bryant possa ser inocente. No entanto, a pesquisa mostra que as falsas acusações de estupro são assustadoramente comuns.

De acordo com um estudo de nove anos, conduzido pelo ex-sociólogo da Purdue University Eugene J. Kanin, em mais de 40% dos casos analisados, o autor da denúncia eventualmente admite que não houve estupro (“Archives of Sexual Behavior”, vol. 23, No. 1 , 1994). Kanin também estudou acusações de estupro de duas grandes universidades do Centro-Oeste e descobriu que 50% das alegações foram desmentidas pelo próprio acusador.

Kanin descobriu que a maioria das falsas acusações era motivada por uma necessidade de um álibi ou um desejo de vingança.[1] Kanin já foi bem conhecido e elogiado pelo movimento feminista pela sua pesquisa inovadora sobre a agressão sexual masculina. Seus estudos sobre falsas acusações de estupro, no entanto, receberam pouquíssima atenção.[2]

De acordo com um relatório de 1996 do Departamento de Justiça, dos 10.000 casos de violência sexual analisados com evidências de DNA ao longo dos sete anos anteriores, 2000 casos excluíram o principal suspeito, e outros 2.000 foram inconclusivos. O relatório observa que esses números refletem um inquérito informal do Instituto Nacional de Justiça em laboratórios privados, e sugere que existe “alguns intensos, problemas sistêmicos subjacentes que geram acusações e convicções errôneas.”

Essas falsas acusações são um grande problema que tem se confirmado por vários promotores proeminentes, incluindo Linda Fairstein, que dirige o New York County District Attorney’s Sex Crimes Unit. Fairstein, a autora de “Violência Sexual: A Guerra contra o estupro,” diz que “há uma média de 4.000 relatos de estupro a cada ano em Manhattan. Destes relatos, metade são simplesmente acusações falsas.” (…)

A mídia tem ignorado tanto esses estudos quanto especialistas e por sua vez promove a noção de que apenas 2% das denúncias de estupro são falsas. Esta porcentagem foi fabricada pela famosa feminista Susan Brownmiller em seu livro de 1975 “Against Our Will: Men, Women and Rape.” Brownmiller estava retransmitindo os supostos comentários de um juiz de Nova York sobre a taxa de falsas acusações de estupro em uma delegacia de polícia de Nova York em 1974. (…) a credibilidade de Brownmiller pode ser avaliada pela sua afirmação em “Against Our Will” que o estupro é “nada mais nada menos do que um processo consciente de intimidação pelo qual todos os homens mantêm todas as mulheres em estado de medo.”

Murphy também alega que o sistema de justiça criminal está contra as mulheres, e que as iniciativas de reforma da lei promovidas durante as últimas três décadas “falharam em fazer alguma diferença no desempenho do sistema de justiça em casos de estupro.” Na realidade, a defesa feminista e as leis anti-violação, agora onipresentes, fizeram uma enorme diferença na forma como o sistema trata os casos de estupro.

Algumas dessas mudanças foram justas, e levaram uma maior proteção para as vítimas de estupro. No entanto, outras têm tornado mais difícil para os homens se defenderem, com consequências, às vezes, terríveis para os acusados.

Por exemplo, em dezembro, o Supremo Tribunal Arkansas negou uma apelação de Ralph Taylor, que está cumprindo uma sentença de 13 anos por estupro. O tribunal considerou que as evidências em torno das alegadas falsas acusações prévias da vítima eram inadmissíveis porque [o ato] foi considerado como uma conduta sexual conforme a acepção do estatuto anti-estupro do estado. Nesse caso, a defesa ofereceu o testemunho de dois amigos da suposta vítima, ambos os quais afirmavam que ela anteriormente tinha acusado falsamente outro homem de estuprá-la. O tribunal acrescentou que admitir tais provas poderiam “inflamar o júri.”

Em seu livro “Ceasefire: Why Women and Men Must Join Forces to Achieve True Equality, Boston Globe” a colunista Cathy Young detalha inúmeras decisões judiciais questionáveis em que os homens potencialmente inocentes foram impedidos de se defender adequadamente pelas leis anti-estupro que Murphy endossa.

Um desses casos diz respeito a um menino de Wisconsin com 18 anos de idade, chamado Charles Steadman, que em 1993 foi condenado a oito anos de prisão por supostamente estuprar uma mulher mais velha. Steadman foi proibido de revelar que seu acusador estava respondendo por acusações criminais por ter relações sexuais com menores de idade, e portanto, tinha uma excelente razão para afirmar que o sexo com Steadman não era consensual. Considerou-se tal evidência um julgamento [moral] da história sexual da autora da denúncia e portanto inadmissível…

Murphy está correta quando diz que o estupro é um crime horrível. Mas falsas acusações de estupro são tão horríveis quanto. São formas de estupro psicológico que podem destruir uma pessoa emocionalmente, socialmente e economicamente mesmo se não houver condenação, especialmente para aqueles sem a fama e a fortuna de Bryant. O estigma fica atribuído ao falso acusado para o resto da vida. Poucos acreditam neles e poucos se importam. Os promotores se recusam sistematicamente a processar o autor da denúncia falsa. E os defensores das “vítimas,” como Murphy se recusam a ver os homens falsamente acusados como vítimas, e ao invés disso se esforçam para minimizar e esconder o problema.

[*] Glenn Sacks. “False allegations of rape are now common”. Majority Rights, 15 de Janeiro de 2005.

Tradução: Direita Realista

[1] As feministas têm extrapolado a definição de estupro ao ponto do absurdo. O objetivo é causar uma histeria generalizada nas mulheres [o que resulta na proliferação de falsas acusações de estupro] para em seguida oferecer a redefinição da masculinidade como solução para o “problema.” A “nova masculinidade” é tema no artigo “New masculinity: A different route” de Gonzalo Falabella e no livro “Being a Man: A Guide to the New Masculinity” de Matthew McKay e Patrick Fanning. Como se pode ver, a histeria estuprista [que feministas chamam de “cultura do estupro”] é um auxiliar da ideologia de gênero para se chegar na abstração concebida por Karl Marx conhecida por “ser genérico.”

[2] Feministas também dão pouca atenção para o fato de que:

80% dos estupradores motivados por raiva deslocada são filhos de mãe solteira.
(Criminal Justice & Behavior, Vol 14, p. 403-26, 1978.)

72% dos homicidas adolescentes e 60% dos estupradores americanos são filhos de mãe solteira.
(D. Cornell (et al.), Behavioral Sciences and the Law, 5. 1987. And N. Davidson, “Life Without Father,” Policy Review. 1990.)

Nos anos 60 a incidência de doenças venéreas e de gravidez precoce era menor do que nos anos 50, mesmo assim os esquerdistas resolveram promover o sexo nas escolas sob o disfarce de “educação sexual” com o propósito de “combater” a gravidez adolescente e as DSTs. No final das contas, a medida aumentou dramaticamente o número de adolescentes com DSTs e de mães solteiras.

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