A mitologia grega e o colapso socialista

Por Craig Kelly:

tragediagrega

Não se engane. O que se descortina na Grécia neste exato momento é o clássico colapso socialista.

Em resumo, o problema da Grécia é que “o dinheiro dos outros” acabou. Nenhum país consegue operar com quase 80% de seu orçamento sendo usado para pagar pensões e salários de empregados estatais. Por muitos anos, a Grécia tomou o rumo desastroso das medidas anticapitalistas, das políticas coletivistas e socialistas cujo único resultado foi o empobrecimento que vemos hoje – tudo baseado na premissa absurda de algo chamado “almoço grátis” e na ilusão de que os estímulos econômicos keynesianos salvariam o dia.

Uma vez que o veneno socialista se espalhou, que a economia despencou em um abismo fiscal e entrou em declínio acentuado, em tempos em que os eleitores elegem políticos cada vez mais radicais, não foi nenhuma surpresa o fato de que nas últimas eleições 52% dos gregos tenham votado em candidatos comunistas ou neonazistas. O perigo é que a Grécia – com sua taxa de desemprego de 25%, onde um terço de sua população vive abaixo da linha de pobreza, onde 300 mil habitantes estão sem eletricidade, onde seus caixas eletrônicos estão sem dinheiro e há limites impostos sobre a quantidade de dinheiro que as pessoas podem sacar de seus bancos – possa reagir à falha do partido de extrema esquerda Syriza elegendo um governo ainda mais radical.

A única maneira pela qual a tragédia grega pode ser resolvida é, primeiramente, identificando o socialismo como o vilão neste colapso econômico monumental. Segundo, denunciando o socialismo e os políticos decadentes que fizeram suas promessas cativantes de distribuir “coisas grátis” – pelas quais eles não podiam pagar – enquanto vendiam o sistema socialista com suas falhas historicamente comprovadas. Terceiro, o reconhecimento de que ao eleger governos de extrema esquerda, tais votos apressaram ainda mais os passos da nação rumo ao colapso.

Não há uma saída fácil. Mas ao invés de postergar a solução, seria melhor que os gregos voltassem à sua velha moeda – enfrentando todos os sacrifícios que isso envolveria – e redescobrissem as virtudes de uma moeda estável, de orçamentos equilibrados e da implementação de medidas regulatórias que atraiam o capital estrangeiro e estimulem a indústria nacional – para que assim, com sua própria produção e exportação, os gregos saiam desta crise por eles mesmos.

Craig Kelly é australiano e membro da Casa dos Representantes pelo Partido Liberal da Austrália

Cartum: Steve Breene
Tradução: Hugo Silver
Revisão: Rodrigo Carmo
Postagem original: https://goo.gl/IVnJwf

1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *