A Igreja Católica sob a mira de George Soros

Por Cardinal Mindszenty Foundation [*]

A esquerda está perdendo no front político, mas a sua guerra no front cultural continua sem derrotas. A esquerda entende que assumir o controle da Igreja Católica é crítico nessa guerra cultural. Por esse motivo, a esquerda está mirando a Igreja Católica como uma instituição, assim como a doutrina Católica tradicional. Infelizmente, esse ataque está sendo auxiliado por membros progressistas da igreja e pelo próprio Papa Francisco. A recente indicação de 17 cardeais pelo Papa Francisco é apenas a ponta do iceberg. Os novos cardeais dos EUA foram selecionados por conta do seu histórico como justiceiros sociais. Ao mesmo tempo, seminários americanos estão sob ordens de instruir novos padres sobre “justiça ambiental” e mudanças climáticas, de forma que essa mensagem atinja fiéis.

Ironicamente, enquanto o Vaticano está encorajando a instrução de seminaristas em direito ambiental, Roma começou negociações com a China, o maior poluidor do mundo, para reaproximação entre igreja e estado. Há sérias preocupações de que essa reaproximação daria ao governo chinês a palavra final na aprovação dos bispos da igreja.

Revelações do WikiLeaks

A divulgação, no WikiLeaks em outubro, de e-mails hackeados de John Podesta, gerente da campanha de 2016 de Hilary Clinton, revelou a profunda tendência anticatólica da esquerda americana e o seu objetivo de dar um golpe esquerdista na Igreja.

Os e-mails de Podesta para a diretora de comunicação de Clinton, Jennifer Palmieri, para o amigo de Barack Obama, Sandy Newman, que é chefe do Voices for Progress (Vozes para o Progresso), e para John Halpin, membro sênior no Center for American Progress (Centro para Progresso Americano), deveriam ser um alerta para os fieis de que a guerra da esquerda contra o Cristianismo é mais do que apenas retórica. Os e-mails de Podesta ridicularizam os “Católicos retrógrados” que seguem os ensinamentos tradicionais sobre relações de gênero e casamento. A primeira troca entre Podesta e Palmieri descreve pessoas ricas convertidas a fé Católica como simpatizantes de uma igreja medieval fora de sintonia com a cultura contemporânea. Podesta especula que esses Católicos convertidos “devem estar atraídos pelo pensamento sistemático” que expressa “relações de gênero severamente retrogradas”. Palmieri respondeu que esses Católicos convertidos querem “criar uma religião” que seja aceitável para os seus amigos ricos ao se tornarem Católicos em vez de Protestantes evangélicos. Para Palmieri, ser Católico é uma questão de classe, não de fé em uma doutrina atemporal.

John Halpin, do Center for American Progress, se juntou à discussão sobre porque algumas pessoas abastadas, como Rupert Murdoch e Robert Thompson, na época editor chefe do Wall Street Journal, estavam “criando seus filhos como Católicos.” Halpin observou “A porcaria do Murdoch batizou seus filhos no Rio Jordão, onde João Batista batizou Jesus.” Ele avisou Podesta que “Grande parte dos sujeitos mais poderosos do movimento conservador são todos Católicos (muitos convertidos) e são encontrados na Suprema Corte, think thanks, imprensa e grupos sociais. Essas pessoas “jogam por aí pensamentos Tomistas’ e ‘subsidiariedade’ e soam sofisticados por que ninguém sabe que diabos eles estão falando.”

Como é de praxe na mentalidade progressista, Podesta, Palmieri e Halpin veem a fé religiosa como retrógrada, desinformada e deplorável. Confrontado com pessoas educadas e abastadas se juntando à Igreja Católica, Palmieri interpreta a conversão como uma coisa de “classe”. Ao encarar a questão de por que pessoas educadas e abastadas se converteriam ao Catolicismo e buscariam ter seus filhos educados em escolas Católicas, ela conclui que eles não possuem a coragem de se tornar Protestantes evangélicos, porque essa afiliação deve parecer socialmente inferior para os seus amigos. Nunca passa por suas cabeças que algumas pessoas se convertem para o Catolicismo Romano, ou Protestantismo evangélico, ou qualquer outra religião, porque eles acreditam sinceramente.

Essa impressão equivocada de porque pessoas instruídas se tornam convertidos Cristãos poderia ser considerada como mera ignorância, mas a próxima leva de troca de e-mails no acampamento Clinton revela uma estratégia traiçoeira para subverter a Igreja Católica. O presidente do ‘Voices for Progress’, Sandy Newman, escreveu para Podesta que bispos Católicos continuavam a lutar contra a lei de controle de natalidade imposto pelo ObamaCare. Essa oposição ao controle de natalidade e aborto obrigatórios revoltou Newman, que disse a Podesta “Precisa haver uma Primavera Católica, na qual os próprios Católicos demandem o fim da ditadura da Idade Média e o começo de um pouco de democracia e respeito pela igualdade de gênero na Igreja Católica.”

Podesta tentou acalmar as preocupações de Newman ao informá-lo de que algo estava sendo feito em relação ao problema Católico. “Nós criamos”, ele escreveu, “Catholics in Alliance for the Common Good (Católicos em Aliança para o Bem Comum) para nos organizarmos em um momento como esse.” Podesta tinha assumido um papel importante na criação dessa organização em 2005 para influenciar o voto Católico para o Obama em 2008. Podesta acrescentou que outros grupos tinham sido criados para reformar a Igreja Católica e para prover uma voz progressista na igreja, como o Catholics United (Católicos Unidos). Podesta atentou que estava faltando “liderança” nesses grupos, mas a mudança na Igreja viria de “baixo para cima”. A ironia de que a Catholics in Alliance for the Common Good foi uma criação de ativistas do Partido Democrata e não um grupo “de baixo para cima” não foi percebida por Podesta.

Conspirando para Subverter a Igreja

A esquerda americana vê há muito tempo a Igreja Católica como um baluarte contra a mudança radical desejada pelos progressistas. Antes de se tornar uma celebridade, o autor de The Story of Civilization (A História da Civilização), Will Durant, um socialista-anarquista, se inscreveu em um seminário Católico para se infiltrar na Igreja em uma tentativa de mudá-la por dentro. Fanática por controle de natalidade, Margaret Sanger, falou em encontros anti-católicos da Ku Klux Klan para deslegitimar a Igreja nos Estados Unidos. No fim dos anos 60, John D. Rockefeller 3o, , em seus esforços para mudar as posições Católicas sobre aborto e sexualidade, financiou conferências sobre aborto na Universidade de Notre Dame, enviou dinheiro para o apoiador de aborto Daniel Callahan e seu Institute for Society, Ethics, and Life Sciences (Instituto para Sociedade, Ética e Ciências da Vida) e deu grandes empréstimos para os grupos de aborto Catholics for a Free Choice (Católicos para uma Escolha Livre) e Catholic Alternatives (Alternativas Católicas).

Essa campanha para contestar ensinamentos tradicionais da igreja em gênero e casamento tem se intensificado na última década, alimentado por dinheiro de George Soros. Como um doador regular da Planned Parenthood e outros grupos pró-aborto, a Open Society Foundation de Soros despejou dinheiro em grupos importantes voltados para influenciar lideres da igreja a falar menos de aborto e mais sobre pobreza e causas ambientais. Soros sabe que a Igreja Católica está no caminho do seu objetivo de fazer uma nova ordem mundial.

Soros é um dos maiores financiadores do Center for American Progress, que Podesta comandou enquanto ele estava esperando para a campanha presidencial de Hillary Clinton ser lançada oficialmente. De 2000 até 2014, Soros financiou dúzias (e talvez até mais) de organizações Católicas de esquerda ao custo de 4.6 milhões de dólares. Ele é um dos maiores financiadores do Catholics for a Free Choice e do Quixote Center, ambos promovem abortos acessíveis, direitos LGBT e outras causas progressistas. A Open Society Foundation de Soros proveu empréstimos desde milhões de dólares até algumas centenas.

Grupos Católicos financiados por Soros

Esses grupos Católicos financiados por Soros incluem Catholic Legal Immigration Network – Rede Católica de Imigração Legal ($1.495 milhões); Catholic Relief Services – Serviços de Auxílio Católico ($1.1 milhões); Associated Catholic Charities – Caridades Associadas Católicas ($565,000); Catholics in Alliance for the Common Good ($450,000); Catholics for a Free Choice ($300,000); Quixote Center ($250,000); International Catholic Migration Commission – Comissão Internacional de Migração Católica($130,000); Catholic Charities of Los Angeles, Inc. ($60,000); Saint Mary’s College of California ($58,012); e Catholic Justice and Peace Commission – Comissão Católica de Justiça e Paz ($25,000). Pequenas doações de Soros desde alguns poucos milhares dólares a algumas centenas foram feitas para meia dúzia de paróquias também.

Talvez ainda mais desconcertante é um relatório da DCLeaks.com que dinheiro de Soros foi usado para obter acesso a alguns dos mais próximos conselheiros do Papa Francisco, incluindo o Cardeal Oscar Andres Rodriguez Maradiaga, de Honduras e o Arcebispo Argentino Marcelo Sanchez Sorondo, chanceler da Academia Pontifícia de Ciências. Rodriguez e Sorondo são forças importantes para o Vaticano adotar uma inclinação política mais esquerdista em desigualdade econômica e justiça ambiental.

Minutas do conselho da Open Society divulgam que uma estratégia foi seguida para influenciar o Vaticano. Numa reunião de conselho da Open Society US Programs, de Soros, em maio de 2015, a diretoria anunciou um empréstimo de 650 mil dólares para o grupo radical PICO. PICO foi fundado em 1972 sob a liderança do Padre John Baumann, um Jesuíta e líder comunitário em Chicago. A diretoria descreveu o propósito do empréstimo: “Para aproveitar o momento para engajar o Papa em questões econômicas e de justiça social, incluindo a influência do Cardeal Rodriguez, conselheiro sênior do Papa, e mandar uma delegação para visitar o Vaticano na Primavera ou Verão para permitir que ele ouça diretamente católicos de baixa-renda na América.”

O empréstimo também apoiava uma campanha pública de mídia de um grupo Protestante, Faith in Public Life – FPL (Fé na Vida Pública), que estava apoiando o aborto nas Nações Unidas. O relatório da diretoria dizia “O empréstimo vai também apoiar a mídia e atividades de opinião pública da FPL, inclusive conduzir uma pesquisa para demonstrar que Católicos são favoráveis ao foco do Papa em igualdade de renda e ganhar cobertura midiática que leve a mensagem de que ser pró-família precisa endereçar a crescente desigualdade.”

Instigando a esquerdização por Dentro

O ativismo progressista de justiça social está aparente há muito tempo na Igreja Católica Americana e continua até hoje. Entidades católicas de caridade, que prestam serviços sociais genuínos para os pobres, têm aceitado projetos que atendem exatamente a agenda da esquerda. Por exemplo, entidades católicas de caridade receberam milhões de dólares do governo federal como prestadoras de serviço para reassentamento de “refugiados”. Nesse papel, as entidades aceitaram milhares de muçulmanos sírios não-vetados e os colocaram em comunidades que já sofriam para prover serviços básicos, e depois aconselharam esses “refugiados” sobre como como se candidatar para programas sociais. Entidades católicas de caridade e a Conferência dos Bispos dos EUA são membros proeminentes dos movimentos de fronteiras abertas e de anistia.

A Campanha Católica para Desenvolvimento Humano, o programa anti-pobreza dos Bispos, proveu financiamento para grupos organizados da comunidade ativista radical, incluindo o ACORN e a escola de treinamento socialista Midwest Academy (Academia do Meio-Oeste). A Campanha Católica para Desenvolvimento Humano ajudou a financiar Barack Obama quando começou como um líder comunitário, em Chicago, onde ele trabalhou majoritariamente com paróquias católicas na área sul. A Campanha Católica para Desenvolvimento Humano financiou a Catholic Legal Imigration Network (Rede Católica de Imigração Legal), que possui 270 escritórios em 47 estados, trabalhando para ajudar estrangeiros ilegais.

O ativismo progressista dentro da Igreja Católica nos EUA não é novidade, mas o apoio para causas sociais da esquerda é garantido de continuar com o anúncio de 17 novos Cardeais pelo Papa Francisco. Dentre os três novos Cardeais dos EUA estão o Arcebispo de Chicago Blasé Cupich e o Arcebispo de Indianápolis Joseph Tobon, voz esquerdista declarada no episcopado dos EUA.

O Arcebispo Cupich apoia maior leniência para Católicos divorciados que se casam novamente sem anular o primeiro casamento. Como bispo de Spokane, ele pediu que padres e seminaristas não participassem nas vigílias 40 Dias pela Vida do lado de fora de clínicas de aborto. Mais tarde, como Arcebispo de Chicago, ele anunciou que dar comunhão para políticos pró-aborto poderia ser uma boa coisa. Seguindo as revelações de vídeo de partes de corpos de fetos sendo despejadas pela Planned Parenthood, ele escreveu que desemprego e fome são uma injustiça social do mesmo patamar que o aborto. O Arcebispo Tobin não é muito melhor. Ele fez oposição à investigação de freiras dos EUA que promoveram secularismo e relações de gênero progressistas.

Essas seleções sugerem que o movimento progressista dentro da Igreja Católica está sendo institucionalizado desde o topo. Enquanto isso, seminaristas estão sendo educados para promover justiça social de esquerda. A Academia Política de Ciências do Vaticano anunciou em dezembro de 2016 que os seminaristas eram aconselhados a ensinar que a mudança climática havia atingindo condições apocalípticas. A Academia emitiu parâmetros para a formação do clero para garantir que novos padres entendam a magnitude da crise.

Os parâmetros declaram que “Proteger o meio-ambiente e cuidar do nosso lar comum – a Terra, pertencem totalmente à visão cristã do homem e da realidade. Padres devem ser os promotores de um cuidado apropriado para tudo que é conectado a proteção da criação.” Apesar dos parâmetros não recomendarem uma política, a presunção é de que a mudança climática é real, que as temperaturas da Terra estão em pico e que o planeta está aquecendo por conta da atividade humana. Jovens padres talvez fossem melhor instruídos se tivessem cursos adicionais em liberdade econômica, liberdade religiosa, fundações da civilização ocidental e o importante papel que a Igreja Católica tem desenvolvido num progresso humano e prosperidade no mundo contemporâneo.

Perigo para a Igreja na China?

Enquanto Roma está encorajando instrução sobre mudança climática em seminários, o Vaticano tem negociado com o governo chinês sobre uma reaproximação da Igreja e Pequim. Foi vazado na imprensa internacional que o Vaticano está considerando seriamente permitir que o governo chinês tenha poder para selecionar os bispos. Ao ouvir isso, o Cardeal Joseph Zen, antigo Bispo de Hong Kong, de 84 anos, disse que se qualquer acordo em que Pequim tivesse um poder para aprovar o clero, seria “uma rendição”. Ele supôs, “Talvez o Papa seja um pouco ingênuo. Ele não possui experiência para conhecer os comunistas na China. O Papa pode ter conhecido os comunistas perseguidos (na América Latina), mas ele não deve conhecer os perseguidores comunistas que mataram centenas de milhares.

Católicos chineses são dividos em duas igrejas, uma oficial, sancionada pelo governo e uma não oficial, clandestina. A igreja oficial é fiscalizada pela China Patriotic Association (Associação China Patriota), controlada pelo Estado. Essa associação seleciona bispos sem nenhuma orientação do Vaticano. Uma Igreja Católica clandestina existe, com algumas estimativas de que há mais membros do que a igreja oficial. O Clero na igreja clandestina já foi perseguido e mais de 1.200 cruzes foram retiradas de prédios na China Oriental. Igrejas inteiras foram demolidas.

O Cardeal Zen descreve a proposta como uma “falsa liberdade”, porque as pessoas “vão ver que os bispos são marionetes do governo e não pastores do rebanho.” Os bispos oficiais, ele disse, não estão pregando o evangelho. “Eles estão pregando obediência a autoridade Comunista.” Antes que qualquer acordo seja atingindo, alguém deveria lembrar ao Vaticano os resultados de permitir aos reis da Espanha e da França que apontassem os bispos. Isso levou à corrupção e deslegitimou a igreja nesses países.

A igreja e a doutrina tradicional vão sobreviver, como tem feito há dois mil anos, mas os fiéis devem entender que uma guerra política e cultural está acontecendo para subverter a doutrina da igreja e a própria instituição. Os fiéis precisam se manter vigilantes para proteger a fé, a igreja e a nação. Considere mandar esse Relatório Mindszenty para o seu bispo.

[*] Cardinal Mindszenty Foundation. “Target: The Catholic Church”. Mindszenty Report, Janeiro de 2017.

Tradução: Ana Luiza

Revisão: Rodrigo Carmo

Referências:

1 C. C. Packnold, “The Progressives’ Plot to Change Catholicism,” National Review, October 14, 2016.

2 Robert P. George, “Non-Catholics for Church ‘Reform,’” Wall Street Journal, October 13, 2016.

3 C. C. Packnold, ibid. Also, Marc A. Thiessen, “A Bishop on the Clinton Campaign and Anti-Catholic Bigotry,” Press Release, American Enterprise Institute, October 13, 2016; and Charles J. Chaput, “About Those Unthinking, Backwards Catholics,” First Things, October 13, 2016.

4 Will Durant with Ariel Durant, A Dual Autobiography (New York, 1977).

5 Donald T. Critchlow, Intended Consequences: Birth Control , Abor – tion, and the Federal Government in Modern America (New York, 1999).

6 S. Noble, “Soros’s Disturbing Influence Over the Catholic Church,” Independent Sentinel, October 15, 2016; and Clarice Feldman, “The Incestuous Left and Those Who Provide Cover for Them,” The American Thinker, October 23, 2016.

7 “George Soros Paid Left-Wing Groups to Silence Pope Francis on Abortion,” lifenews.com, August 8, 2016.

8 Ibid.

9 Ibid.; Alatheia Nielson, “WikiLeaks Exposes Soros Millions Pushing to Undermine Catholics,” Media Research, NewsBusters, October 14, 2016; and Anne Hendershott,“The Catholic Con Regroups,” The Catholic World Report (December 18, 2014).

10 Francis X. Rocca, “Pope Francis to Appoint 17 New Cardinals,” Wall Street Journal, October 9, 2016; Thomas Reese, “Pope Francis Shakes Up College of Cardinals,” National Catholic Reporter, January 9, 2015; “In ‘Seismic Shift’ Pope Appoints Very Liberal Cupich and 2 more U.S. Progressives Among 17 New Cardinals,” LifeSiteNews, October 9, 2016; and Andrea Gagliarducci, “What’s the Thought Behind Pope Francis’ Choices for Cardinals?” Catholic News Service, October 13, 2016.

11 Marshall Connolly, “New Priests to Learn about Global Warming as Part of Formation,” Catholic Online, December 9, 2016.

12 Benjamin Haas and Tom Phillips, “Pope’s Possible Deal with China would ‘Betray Christ’, Says Hong Kong Cardinal,” The Guardian, November 27, 2016.

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