A Coalizão das Indústrias Obsoletas

Em um sistema de livre mercado, o consumidor é soberano. A iniciativa privada se vê obrigada a conquistar o consumidor por meio da inovação e de preços competitivos. O consumidor, e somente o consumidor, é quem dá o veredito de queda ou ascenção de uma empresa no mercado, de acordo à sua eficiência em agradá-lo. Uber, Netflix e WhatsApp são exemplos de como o livre mercado pode beneficiar o indivíduo, modernizar uma nação e condenar produtos ou serviços ineficientes à irrelevância.

O oposto de livre mercado é o capitalismo de compádrio. Nele, o Estado cria mercados herméticos, compostos unicamente por empresários apadrinhados por um governo que lhes concede a mais ampla variedade de favores — concessão de subsídios, adoção de medidas protecionistas que visam limitar a importação, empréstimos feitos por bancos estatais, etc. — ao mesmo tempo em que dificulta ou impede a entrada de novos concorrentes no mercado. Neste sistema cartelizado, a iniciativa privada não se vê obrigada a inovar, a prestar serviços de qualidade a preços competitivos. E quem sai perdendo é o consumidor.

O vídeo a seguir é uma sátira que critica o modo como o governo australiano favorece o cartel dos taxistas na concorrência com a Uber. Faz-nos pensar no que seria um mundo dominado pelo capitalismo de compádrio, onde as lâmpadas elétricas não substituiriam as velas, os carros não substituiriam os cavalos e as máquinas de escrever não seriam substituídas pelos computadores.

Tradução: Jonatas
Revisão: Hugo Silver

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